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domingo, 5 de fevereiro de 2023

"Misto Quente" e "Cruzeiro Exportação" no Campeonato Mineiro de 1971

Time em formação para a foto antes do clássico contra o América, pelo returno, em 10/6/71.
Neco, Pedro Paulo, Zé Carlos, Perfumo, Fontana e Raul; 
Guido (enfermeiro), Roberto Batata, Evaldo, Tostão, Dirceu Lopes e Lima.

O Cruzeiro foi protagonista de outro momento histórico do clube e do Campeonato Mineiro em 1971. Tudo começou em 1969, com a decisão do Conselho Nacional do Desporto de extinguir a categoria de aspirantes. Era uma divisão que existia desde que o futebol começou no Brasil e que tinha seu próprio campeonato. Durante décadas, as rodadas dos Campeonatos previam rodadas duplas com os aspirantes fazendo a preliminar dos times principais. Por exemplo, quando a rodada marcava o clássico Atlético e Cruzeiro, os torcedores que chegavam mais cedo acompanhavam, na preliminar, o clássico entre as equipes aspirantes. 

Parceria com o Atlético Três Corações no Campeonato Mineiro de 1970
Com a extinção dos aspirantes em 1969, os atletas que formavam a categoria ficaram sem atividade. A diretoria do Cruzeiro firmou uma parceria com o Atlético Três Corações e emprestou todo os atletas aspirantes mais a comissão técnica, incluindo, o técnico João Crispim, para a disputa do Campeonato Mineiro de 1970. O Atlético tricordiano passou a ser uma espécie de filial do Cruzeiro naquele estadual. Foi um momento histórico no Campeonato Mineiro.

Mistão na Taça Belo Horizonte de 1971
A semente havia sido plantada e o presidente Felício Brandi seguiu planejando formas de se aproveitar os atletas da categoria. Assim, em janeiro de 1971, Cruzeiro e Atlético solicitaram uma permissão da Federação Mineira para utilizarem seus aspirantes na disputa da Taça Belo Horizonte. Era segunda edição do torneio que foi criado para anteceder o Campeonato Estadual e que tinha todas as partidas disputadas em Belo Horizonte. A Federação Mineira acatou o pedido para que o Atlético focasse apenas na disputa do Torneio do Povo - criado pelo CND - e para que o Cruzeiro pudesse atender aos convites para a disputa de amistosos no exterior no período de disputa da Taça Belo Horizonte. Naquele ano, o Cruzeiro tinha em seu elenco quatro campeões mundiais de 1970 pela Seleção Brasileira (Tostão, Piazza, Fontana e Brito) e, por isso, recebia muitas propostas de empresários interessados em levar o time para amistosos em vários países com contratos que previam pagamentos em dólar. Em 1971 a moeda estadunidense valia quase 6 vezes mais do que a moeda brasileira. Sem contar que as despesas eram todas pagas pelos promotores dos amistosos. Assim, cada amistoso desse chegava a somar a parte que cabia ao clube das rendas de 8 partidas do Estadual, ou seja, quase um turno inteiro! A Taça Belo Horizonte disputada com o time misto se encerrou em março e, neste período, os titulares fizeram 11 amistosos pelo Uruguai, Argentina, Bolívia, Colômbia e Peru. 

Misto Quente no Campeonato Mineiro e Cruzeiro Exportação no exterior
Após o término da Taça Belo Horizonte de 1971, o Cruzeiro protagonizou mais um momento histórico do clube e do Campeonato Mineiro. As propostas vantajosas, com contratos em dólar, para o time se apresentar em outros países continuavam chegando e a diretoria cruzeirense não queria perder a oportunidade, pois tinha que fazer caixa para manter os salários dos craques do time, como Dirceu Lopes, Zé Carlos, Piazza, Fontana, Perfumo, Tostão e Raul, que eram, constantemente, cobiçados pelos clubes do eixo Rio-São Paulo. O presidente do Cruzeiro Felício Brandi reclamava do deficitário Campeonato Mineiro e decidiu escalar o mistão que disputou a Taça Belo Horizonte no Estadual. Foi uma iniciativa sem precedentes no Campeonato Mineiro que, naquela época, era um título muito valorizado. Os titulares passariam a atuar nos amistosos pelo Brasil e, principalmente, no exterior. A medida dividiu opiniões e foi recebida com protestos por parte dos clubes do interior que se viram prejudicados com a diminuição das rendas das partidas. Por outro lado, Felício Brandi se defendia e dizia que estava colaborando com o ministro da fazenda, Delfim Neto, que incentivava as exportações brasileiras e até criou o slogan "Exportar, é a libertação". Felício argumentou que o futebol era o produto do Cruzeiro e que o clube iria colaborar com a economia do país. Foi a partir daí, que o clube ganhou o apelido de "Cruzeiro Exportação" que permaneceu no linguajar da torcida cruzeirense até o final dos anos 80. O time misto realizou uma campanha surpreendente no Estadual que rendeu o apelido de "Misto Quente". Enquanto isso, os titulares disputaram 7 amistosos pela Colômbia, Costa Rica, Honduras, Guatemala, El Salvador e Panamá, além de um torneio amistoso com dois amistosos na Bahia. 

Lance de Cruzeiro e América pelo Turno
O goleiro Hélio faz a defesa, observado pela dupla de zaga Mendes e Miro e o atacante Jair Bala

Titulares do Cruzeiro obrigados a voltar ao Brasil
Quando estava no Panamá, em 17 de abril, o time cruzeirense recebeu uma ordem do Conselho Nacional do Desporto-CND para retornar ao Brasil para disputar o Campeonato Mineiro com o time principal. O órgão, que era ligado ao governo federal, ameaçou suspender a participação do clube no Campeonato Brasileiro, caso não atendesse a ordem. Corrigidos os valores para o dólar atual, o Cruzeiro faturou 256 mil dólares nos 16 amistosos pelo exterior. Convertidos para a frágil moeda brasileira da época, seriam necessários mais do que dois estaduais inteiros para atingir esta receita. Assim, o Cruzeiro teve que cancelar à excursão que faria a Ásia e os titulares retornaram. O misto quente foi desfeito, após a 10a rodada do turno do Campeonato Mineiro - antes da rodada final contra o Atlético. Terminou a campanha na 2a colocação do Estadual, com 2 pontos atrás do líder América e 4 pontos de vantagem sobre o 3o colocado, o Atlético.

CURIOSIDADES

Todas as partidas no Mineirão
O Cruzeiro disputou todas as partidas no Mineirão, devido a tabela dirigida. 

Divisão Extra 
Em 1971, a divisão extra teve 26 clubes. Ficou definido que o Campeonato Mineiro de 1971 seria disputado pelos seis primeiros colocados do Estadual de 1970, mais outros quatro classificados num torneio eliminatório que envolveria os 20 times restantes. No entanto, cinco clubes desistiram da disputa do Eliminatório, que acabou tendo 15 participantes. 

Torneio Eliminatório 
O Eliminatório foi disputado entre os meses de janeiro e março. Os 15 participantes foram divididos em quatro chaves. Os primeiros colocados de cada chave garantiram a classificação para o Estadual. Cassimiro de Abreu, Tupi, Flamengo e Fluminense, foram os primeiros colocados das chaves A, B, C e D.
 
Aumento no número de clubes 
Em 9 de março, o Conselho Divisional decidiu aumentar de 10 para 12 o número de participantes do Estadual. O Uberaba, segundo colocado da chave D, foi indicado por ter disputado o único grupo com 5 equipes. A chave D teve quatro equipes, e as chaves B e C apenas três cada. O Atletico TC, segundo colocado do Grupo C, decidiu a última vaga contra o Nacional de Muriaé, segundo colocado do Grupo B. O jogo foi em 13 de março, no Estádio do Tupynambas, em Juiz de Fora. O Atlético TC venceu por 2 a 1. 

Tabela dirigida mantida
O conselho divisional decidiu manter o sistema da "tabela dirigida" no Campeonato da Divisão Extra. A “tabela dirigida” consistia na escolha dos dois jogos principais de cada rodada que deveriam ser disputados no estádio de maior capacidade - o Mineirão. Para a escolha dos jogos 1 e 2 somava-se os pontos dos duelistas da rodada. O duelo que somasse o maior número de pontos seria o jogo 1 e o segundo maior o jogo 2. No caso de empate, adotava-se a soma de gols. Persistindo o empate os jogos 1 e 2 eram apontados em sorteio. Nas quatro primeiras rodadas do Campeonato de 1971, a pontuação final do campeonato de 1970 foi considerada. Quando duas equipes do interior jogarem entre si e tiverem classificados como 1 e 2, os jogos obedecerão o mando de campo fixado na tabela (Diario da Tarde, 23/04/1965). 

A CAMPANHA DO CRUZEIRO NO CAMPEONATO MINEIRO DE 1971

TURNO
14/03 - 0 x 0 FLAMENGO
20/03 - 5 x 2 ATLÉTICO TRÊS CORAÇÕES
25/03 - 3 x 1 VALERIO
27/03 - 2 x 0 VILLA NOVA
03/04 - 4 x 1 FLUMINENSE
07/04 - 1 x 0 UBERLÂNDIA
14/04 - 1 x 0 CASSIMIRO DE ABREU
18/04 - 1 x 1 AMÉRICA
22/04 - 3 x 0 UBERABA
25/04 - 2 x 2 TUPI
02/05 - 0 x 1 ATLÉTICO
RETURNO
08/05 - 4 x 0 FLAMENGO
14/05 - 3 x 0 ATLÉTICO TRÊS CORAÇÕES
16/05 - 2 x 0 VALERIO
19/05 - 1 x 0 VILLA NOVA
22/05 - 2 x 1 FLUMINENSE
30/05 - 1 x 0 UBERLÂNDIA
06/06 - 3 x 0 CASSIMIRO DE ABREU
10/06 - 1 x 1 AMÉRICA
13/06 - 2 x 0 UBERABA
20/06 - 4 x 0 TUPI
27/06 - 0 x 1 ATLÉTICO

Campanha: 2º colocado, 22 partidas disputadas, 16 vitórias, 4 empates, 2 derrotas, 45 gols marcados, 11 gols sofridos, saldo positivo de 34 gols, maior número de vitórias, melhor ataque, melhor defesa.
Sistema de disputa: Turno/Returno, pontos corridos.
Classificação final: 1º América (campeão); 2º Cruzeiro; 3º Atlético; 4º Uberlândia; 5º Valerio; 6º Tupi; 7º Uberaba; 8º Atlético Três Corações; 9º Villa Nova; 10º Fluminense; 11º Flamengo; 12º Cassimiro de Abreu

Em 9 de março, o Conselho Divisional decidiu aumentar de 10 para 12 o número de participantes do Estadual. 
O sistema da "tabela dirigida" foi mantida. Nas quatro primeiras rodadas do Campeonato de 1971, a pontuação final do campeonato de 1970 foi considerada. 
Os seis primeiros colocados garantiram a classificação para o Campeonato Mineiro de 1972.
O Estadual foi disputado pelos 6 primeiros colocados do Estadual de 1970, mais outros 6 classificados pelo Torneio Eliminatório de 1971.

Aos 20 anos, o ponta direita Gil, foi escalado no mistão do Cruzeiro, o Misto Quente, 
que realizou uma campanha surpreendente no turno do Estadual. 
Gil se tornaria, 7 anos depois, um dos titulares da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1978 (foto).

Sistema 4-2-4: Raul (Hélio), Pedro Paulo, Perfumo, Fontana e Neco; Toninho e Spencer; Gil (Roberto Batata), Palhinha, João Ribeiro (Dirceu Lopes) e Rodrigues (Lima). Técnico: João Crispim (10), Ilton Chaves (12)

ATLETAS UTILIZADOS:
DARCI. Zagueiro (6 partidas)
DIRCEU BATISTA. Armador (1 partida)
DIRCEU LOPES. Atacante (12 partidas e 6 gols marcados)
EDUARDO. Ponta direita (7 partidas e 1 gol marcado)
EMERSON. Zagueiro (1 partida)
EVALDO. Centro avante (8 partidas)
FONTANA. Zagueiro (11 partidas)
GERALDO GALVÃO. Lateral esquerdo (2 partidas)
GILBERTO. Ponta direita (10 partidas e 5 gols marcados)
GIL. Ponta direita (12 partidas e 1 gol marcado)
HÉLIO. Goleiro (11 partidas)
JOÃO RIBEIRO. Centro avante (12 partidas e 9 gols marcados)
LAURO. Lateral direito (1 partida)
LIMA. Ponta esquerda (11 partidas e 4 gols marcados)
MARIO TITO. Zagueiro (1 partida)
MENDES. Zagueiro (10 partidas)
MIRO. Zagueiro (10 partidas)
MORAES. Zagueiro (1 partida)
NECO. Lateral esquerdo (10 partidas)
NEIRIBERTO. Zagueiro (10 partidas)
PALHINHA. Centro avante (14 partidas e 4 gols marcados)
PEDRO PAULO. Lateral direito (22 partidas e 1 gol marcado)
PERFUMO. Zagueiro (11 partidas)
PIAZZA. Volante (3 partidas)
RAUL. Goleiro (11 partidas)
ROBERTO BATATA. Ponta direita (11 partidas e 4 gols marcados)
RODRIGUES. Ponta esquerda (11 partidas e 3 gols marcados)
SPENCER. Armador (17 partidas e 6 gols marcados)
TONINHO. Volante (16 partidas e 1 gol marcado)
VANDERLEI. Lateral esquerdo (4 partidas)
VICENTE. Ponta esquerda (1 partida)
TOSTÃO. Atacante (6 partidas)
ZÉ CARLOS. Armador (6 partidas)


FICHAS TÉCNICAS DAS PARTIDAS DO TURNO:

CRUZEIRO 0 x 0 FLAMENGO (Varginha)
14/03/1971 (Dom) - Mineirão (Belo Horizonte) - Ingressos: 3.738 (Cr$ 13.868,)
Arbitragem: Juan de La Passion (Alípio Simão e Antônio Vitorino)
Cruzeiro: Hélio, Pedro Paulo, Mario Tito, Miro e Vanderlei; Toninho e Spencer (Dirceu Batista); Gilberto, Eduardo (Gil), Palhinha e Rodrigues. T: João Crispim
Flamengo: Eduardo (Roberto); Arnaldo, Lúcio, Duza e Grego; Toninho e Marcílio; Carlos Roberto, Julião, Paulão (Selmo), Parodi. T: Moacir Rodrigues

CRUZEIRO 5 x 2 ATLÉTICO  TRÊS CORAÇÕES
20/03/1971 (Sab) - Mineirão (Belo Horizonte) - Ingressos: 1.949 (Cr$ 7.303,)
Arbitragem: Maurílio Santiago (Jacinto Cândido e Aloísio Gonzaga)
Gols: Ari 15’ (0-1), Rodrigues 21’ (1-1), Toninho 36’ (2-1), Gilberto (pênalti) 40’ (3-1), Spencer 53’ (4-1), Gilberto 70’ (5-1), Roberto Lamparina (pênalti) 72’ (5-2)
Cruzeiro: Hélio, Pedro Paulo, Mendes, Miro e Vanderlei; Toninho e Spencer; Gilberto, Eduardo (Gil), Palhinha e Rodrigues. T: João Crispim
Atlético TC: Gilberto Voador, Roberto Lamparina, Itabajara, Dodó, Hélio Alves, Liu, Adilson, Mauro, Ari, Iaúca, Timbira (Flavinho). T: Geraldo Monteiro

CRUZEIRO 3 x 1 VALERIO
25/03/1971 (Qui) - Mineirão (Belo Horizonte) - Ingressos: 6.371 (Cr$ 26.211,)
Árbitro: Sílvio Gonçalves
Gols: Eduardo 32’ (1-0), Palhinha 39’ (2-0), Nelson Torres (pênalti)/2º tempo (2-1), Pedro Paulo (3-1)
Cruzeiro: Hélio, Pedro Paulo, Mendes, Miro (Emerson) e Vanderlei; Toninho e Spencer; Gilberto (Gil), Eduardo, Palhinha e Rodrigues. T: João Crispim
Valério: Arésio, Sabará, Zé Borges, Campista, Nelson, Ildeu, Nelson Torres, Wilson Almeida, Natalino, Calu, Crispim (Canhoto). T: Cento e Nove

CRUZEIRO 2 x 0 VILLA NOVA
27/03/1971 (Sab) ou 28/03 (Dom-16h) - Mineirão (Belo Horizonte) - Ingressos: 5.738 (Cr$ 21.313,)
Arbitragem: Abel Santos (Elias Houri e Osvaldo Junqueira)
Gols: Spencer 39’, Gilberto 51’
Cruzeiro: Hélio, Pedro Paulo, Mendes, Miro e Vanderlei; Toninho e Spencer; Gil, Eduardo (Gil), Palhinha e Rodrigues. T: João Crispim
Villa: Nonô, Cassetete, Carlos Martins, Cicinão, Fred; Daniel, Piorra; Jésum, Paulinho Cai-Cai, Osmar (Perrela), Raimundinho. T: Arizona

CRUZEIRO 4 x 1 FLUMINENSE (Araguari)
04/04/1971 (Dom) - Mineirão (Belo Horizonte) - Ingressos: 3.417 (Cr$ 12.961,)
Árbitro: Dagomir Sacramento
Gols: Spencer25’(1-0), Palhinha 35’(2-0), João Ribeiro 39’(3-0), Palhinha 56’(4-0), Juca Show83’ (4-1)
Cruzeiro: Hélio, Pedro Paulo, Mendes, Neiriberto e Darci; Miro e Spencer; Gilberto, Palhinha, João Ribeiro e Rodrigues. T: João Crispim
Fluminense: Bim (Gutemberg), Coréia, Lino, Beliato, Arlindo, Lúcio, Zé Francisco, Lucinho, Adão (Reis), Juca Show, Noé. T: Hermínio

CRUZEIRO 1 x 0 UBERLÂNDIA
07/04/1971 (Qua) - Mineirão (Belo Horizonte) - Ingressos: 2.863 (Cr$ 11.205,)
Árbitro: Antônio Gomes
Gol: Palhinha 78’
Cruzeiro: Hélio, Pedro Paulo, Mendes, Neiriberto e Darci; Miro e Spencer; Gilberto (Gil), Palhinha, João Ribeiro e Rodrigues. T: João Crispim
Uberlândia: Lourenço, Santana, Evilson, Edmar, Carlinhos, Carlos Alberto, Hamilton, Luiz Carlos (Gilson), Hugmar (Chicão), Rui, Toninho. T: Danilo Alvim

CRUZEIRO 1 x 0 CASSIMIRO DE ABREU
14/04/1971 (Qua) - Mineirão (Belo Horizonte) - Ingressos: 3.029 (Cr$ 11.712,)
Arbitragem: Dagomir Sacramento (Ernani Castro e Osvaldo Junqueira)
Gol: Gilberto (pênalti) 60’
Cruzeiro: Hélio, Pedro Paulo, Mendes, Miro e Darci; Toninho e Spencer; Gilberto (Gil), Palhinha, João Ribeiro e Rodrigues (Vicente). T: João Crispim
Cassimiro de Abreu: Osias, Elton, Afrânio, Nicomedes, Teófilo, Jaci, Souza, Nona, Dedinho, Antenor (Nélio), Gilson. T: João Mello e Castilho
CV: João Ribeiro (Cru)

CRUZEIRO 1 x 1 AMÉRICA
18/04/1971 (Dom) - Mineirão (Belo Horizonte) - Ingressos: 40.755 (Cr$ 168.595,)
Arbitragem: Juan de La Passion (Édson Alcântara e Bento Paulino)
Gols: Gilberto 6’ (1-0), Jair Bala (pênalti) 48’ (1-1)
Cruzeiro: Hélio, Pedro Paulo, Mendes, Miro e Darci; Toninho e Piazza; Spencer, Gilberto, Palhinha (Gil) e Rodrigues. T: João Crispim
América: Élcio, Batista, Vander, Misael, Cláudio, Pedro Omar (Dario), Dirceu Alves, Amauri, Zé Carlos Mérola, Jair Bala, Zé Carlos (Ferreira). T: Bijú

CRUZEIRO 3 x 0 UBERABA
22/04/1971 (Qui) - Mineirão (Belo Horizonte) - Ingressos: 3.349 (Cr$ 13.220,)
Árbitro: José Alberto Teixeira
Gols: João Ribeiro 48’, Rodrigues 51’, Spencer 75’
Cruzeiro: Hélio, Pedro Paulo, Mendes, Miro e Darci; Toninho e Spencer; Gilberto, Palhinha (Evaldo), João Ribeiro, Rodrigues. T: João Crispim
Uberaba: Fernando, Zé Luiz, Tim, Jarbas Curi, Batista, Tonhé, Fabinho, Renê (Gibe), Naim, Panga, Carlinhos. T: Quincas

CRUZEIRO 2 x 2 TUPI
25/04/1971 (Dom) - Mineirão (Belo Horizonte) - Ingressos: 13.963 (Cr$ 54.753,)
Arbitragem: Antônio Gomes (Antônio Vitorino e Aldenir Vieira)
Gols: Osvaldo (pênalti) 24’ (0-1), Spencer 72’ (1-1), João Ribeiro 84’ (2-1), Darci (contra) 87’ (2-2)
Cruzeiro: Hélio, Pedro Paulo, Mendes, Miro e Darci; Toninho e Spencer; Gilberto (Gil), Palhinha, João Ribeiro e Rodrigues (Evaldo). T: João Crispim
Tupi: Manga, Manoel, Murilo, Jair, Augusto (Heleno), Osvaldo, Divino, Cafuringa (Eloir), Walmir, Turcão, Guará. T: Geraldo Magela

CRUZEIRO 0 x 1 ATLÉTICO
02/05/1971 (Dom) - Mineirão (Belo Horizonte) - Ingressos: 84.473 (Cz$ 418.222,)
Arbitragem: Maurílio Santiago (Jacinto Cândido e Maurício Gonzaga)
Gol: Vaguinho 55’
Cruzeiro: Raul, Lauro, Moraes, Neiriberto e Neco (Pedro Paulo); Piazza e Zé Carlos (Evaldo); Roberto Batata, Tostão, Dirceu Lopes e Lima. T: Ílton Chaves
Atlético: Renato, Zé Maria, Normandes, Vantuir e Cincunegui; Vanderlei e Oldair; Vaguinho, Dario, Laci, Ronaldo (Lola). T: Telê Santana

FICHAS TÉCNICAS DAS PARTIDAS DO RETURNO:

CRUZEIRO 4 x 0 FLAMENGO (Varginha)
08/05/1971 (Sab) - Mineirão (Belo Horizonte) - Ingressos: 5.377 (Cr$ 21.147,)
Arbitragem: Juan de La Passion (Armando Gregori e Sebastião Pires)
Gols: Lima 70’, Rodrigues 80’, João Ribeiro 85’, João Ribeiro 90’
Cruzeiro: Raul, Pedro Paulo, Fontana, Perfumo, Geraldo Galvão, Toninho, Spencer, João Ribeiro, Roberto Batata (Palhinha), Dirceu Lopes, Lima (Rodrigues). T: Ílton Chaves
Flamengo: Tião; Arnaldo, Lúcio, Mauro e João Daúca; Toninho e Carlos Roberto; Ivan, Totó, Selmo (Diogo), Parodi (Julião). T: Moacir Rodrigues

CRUZEIRO 3 x 0 ATLÉTICO TRÊS CORAÇÕES
14/05/1971 (Sex) - Mineirão (Belo Horizonte) - Ingressos: 2.671 (Cr$ 10.377,)
Arbitragem: Sílvio Gonçalves (Bento Paulino e José Patrocínio)
Gols: João Ribeiro 37’, Lima (pênalti) 39’, Roberto Batata 54’
Cruzeiro: Raul, Pedro Paulo, Fontana, Perfumo (Neiriberto), Neco, Toninho, Spencer, Roberto Batata, Dirceu Lopes (Palhinha), João Ribeiro, Lima. T: Ílton Chaves
Atlético: Gilberto, Pedro Lúcio (Jorge), Itabajara, Barra Mansa, Hélio Alves, Rui (Zequinha), Roberto Lamparina, Mauro, Iaúca, Ari, Timbira. T: Vicente Martins, Fernando Lima e Luiz de Souza Pereira

CRUZEIRO 2 x 0 VALÉRIO
16/05/1971 (Dom) - Mineirão (Belo Horizonte) - Ingressos: 12.443 (Cr$ 49.217,)
Arbitragem: Maurílio Santiago (José Felipe e Sebastião Pires)
Gols: João Ribeiro 7’, Roberto Batata 44’
Cruzeiro: Raul, Pedro Paulo, Perfumo, Fontana, Neco, Toninho (Neiriberto), Spencer (Palhinha), Roberto Batata, Dirceu Lopes, João Ribeiro, Lima. T: Ílton Chaves
Valério: Valter, Valter Gomes, Borges, Júlio César, Dodó, Paulinho, Ildeu, Natalino (Nelson), Miguel, Kalu, Crispim (Alfredo). T: Cento e Nove

CRUZEIRO 1 x 0 VILLA NOVA
19/05/1971 (Qua-21h) - Mineirão (Belo Horizonte) - Ingressos: 5.382 (Cr$ 21.147,)
Arbitragem: Joaquim Gonçalves (José Felipe e José Santolia)
Gol: João Ribeiro 65’
Cruzeiro: Raul, Pedro Paulo, Perfumo, Fontana, Geraldo Galvão; Toninho, Spencer (Palhinha); Roberto Batata (Gil), Dirceu Lopes, João Ribeiro, Lima. T: Ílton Chaves
Villa: Nonô, Cassetete, Cicinão, Bráulio, César; Daniel, Piorra; Dias, Eduardo (Rosário), Paulinho Cai Cai, Jésum (Raimundinho). T: Gérson Santos

CRUZEIRO 2 x 1 FLUMINENSE (Araguari)
22/05/1971 (Sab) - Mineirão (Belo Horizonte) - Ingressos: 3.623 (Cr$ 14.104,)
Árbitro: Abel Santos
Gols: Juca Show 39’ (0-1), Spencer 40’ (1-1), Lima (pênalti) 51’ (2-1)
Cruzeiro: Raul, Pedro Paulo, Perfumo, Fontana, Neco, Toninho, Spencer (Evaldo), Roberto Batata, Dirceu Lopes, João Ribeiro (Neiriberto), Lima. T: Ílton Chaves
Fluminense: Bim, Tacinho (Coréia), Lino, Beliato, Arlindo, Lúcio, Zé Francisco, Lucinho, Mauro, Juca Show, Noé (Flavinho). T: Hermínio

CRUZEIRO 1 x 0 UBERLÂNDIA
30/05/1971 (Dom) - Mineirão (Belo Horizonte) - Ingressos: 8.161 (Cr$ 31.566,)
Arbitragem: Sílvio Gonçalves (Bento Paulino e Valter Leite)
Gol: Dirceu Lopes 65’
Cruzeiro: Raul, Pedro Paulo, Perfumo, Fontana, Neco, Toninho, Spencer (Evaldo), Roberto Batata, Tostão, Dirceu Lopes, Lima (Gil). T: Ílton Chaves
Uberlândia: Manzato, Santana, Alex, Gilson, Carlinhos, Carlos Alberto, Hamilton, Fazendeiro, Alemão, Ferreira (Luiz Carlos), Toninho. T: Danilo Alvim

CRUZEIRO 3 x 0 CASSIMIRO DE ABREU
06/06/1971 (Dom) - Mineirão (Belo Horizonte) - Ingressos: 8.327 (Cr$ 38.080,)
Arbitragem: Juan de La Passion (Paulo Sanches e Sebastião Feliciano)
Gols: Dirceu Lopes 4’, Gil 46’, Dirceu Lopes 71’
Cruzeiro: Hélio, Pedro Paulo, Perfumo (Mendes), Fontana, Neco, Toninho (Evaldo), Zé Carlos, Gil, Tostão, Dirceu Lopes, Lima. T: Ílton Chaves
Cassimiro de Abreu: Lado, Elton, Afrânio, Nicomedes, Teófilo (Rui), Souza, Jaci (Joca), Dedinho, Benê, Moisés, Gilson. T: Juquita

CRUZEIRO 1 x 1 AMÉRICA
10/06/1971 (Qui) - Mineirão (Belo Horizonte) - Ingressos: 38.673 (Cr$ 163.768,)
Arbitragem: Jarbas Pedra (Ernani Castro e Paulo Sanches)
Gols: Dario 2’ (0-1), Dirceu Lopes 34’ (1-1)
Cruzeiro: Raul, Pedro Paulo, Perfumo, Fontana, Neco, Zé Carlos, Dirceu Lopes, Roberto Batata (Toninho), Tostão, Evaldo, Lima. T: Ílton Chaves
América: Élcio, Misael, Vander, Café, Cláudio, Pedro Omar, Dirceu Alves, Zé Carlos Mérola (Hélio), Dario, Amauri, Zé Carlos (Valtinho). T: Henrique Frade
CV: Amauri (Ame)

CRUZEIRO 2 x 0 UBERABA
13/06/1971 (Dom) - Mineirão (Belo Horizonte) - Ingressos: 3.862 (Cr$ 15.287,)
Arbitragem: Abel Santos (Moacir Tiago e Espi Garcia)
Gols: Roberto Batata 8’, Dirceu Lopes 71’
Cruzeiro: Raul, Pedro Paulo, Perfumo, Fontana, Neco, Zé Carlos, Dirceu Lopes, Roberto Batata (Gil), Tostão, Evaldo (Neiriberto), Eduardo. T: Ílton Chaves
Uberaba: Saraiva, Belmar, Tim, Jarbas Curi, Batista, Fabinho, Carlos Alberto, Dilson, Naim, Gibe, Carlinhos. T: Quincas

CRUZEIRO 4 x 0 TUPI
20/06/1971 (Dom) - Mineirão (Belo Horizonte) - Ingressos: 9.857 (Cr$ 39.201,)
Arbitragem: Dagomir Sacramento (Reginaldo Gomes e José Felipe)
Gols: Lima 12’, Roberto Batata 39’, Dirceu Lopes 41’, João Ribeiro 70’
Cruzeiro: Raul, Pedro Paulo, Perfumo, Fontana, Neco, Neiriberto, Zé Carlos, Roberto Batata, João Ribeiro (Eduardo), Dirceu Lopes (Spencer), Lima. T: Orlando Fantoni
Tupi: Manga (Zé Maurício), Manoel, Murilo, Jair, Álvaro, Oswaldo, Divino, Cafuringa, Jésus (Edinho), Turcão, Guará. T: Geraldo Magela

CRUZEIRO 0 x 1 ATLÉTICO
27/06/1971 (Dom) - Mineirão (Belo Horizonte) - Ingressos: 67.738 (Cz$ 299.847,)
Arbitragem: Sílvio Gonçalves (Paulo Sanches e Valter Leite)
Gol: Tião 22’
Cruzeiro: Raul, Pedro Paulo, Fontana, Perfumo, Neco, Piazza (João Ribeiro), Dirceu Lopes, Roberto Batata, Tostão, Zé Carlos, Lima (Eduardo). T: Orlando Fantoni
Atlético: Renato, Zé Maria, Normandes, Vantuir, Oldair, Vanderlei, Humberto Ramos, Ronaldo, Dario, Lacy (Lola), Tião. T: Telê Santana

A origem do "Cruzeiro Exportação" nos amistosos de 1971

Lance de ataque do Cruzeiro no amistoso contra o Alianza no Peru
Tostão observa o goleiro Salinas fazer a defesa

CRUZEIRO EXPORTAÇÃO
Os amistosos em 1971 resultaram em um momentos histórico do Cruzeiro e do Campeonato Mineiro. Tudo começou em 1969, com a decisão do Conselho Nacional do Desporto de extinguir a categoria de aspirantes. Era uma divisão que existia desde que o futebol começou no Brasil e que tinha seu próprio campeonato. Durante décadas, as rodadas dos Campeonatos previam rodadas duplas com os aspirantes fazendo a preliminar dos times principais. Por exemplo, quando a rodada marcava o clássico Atlético e Cruzeiro, os torcedores que chegavam mais cedo acompanhavam, na preliminar, o clássico entre as equipes aspirantes. 

Parceria com o Atlético Três Corações no Campeonato Mineiro de 1970
Com a extinção dos aspirantes em 1969, os atletas que formavam a categoria ficaram sem atividade. A diretoria do Cruzeiro firmou uma parceria com o Atlético Três Corações e emprestou todo os atletas aspirantes mais a comissão técnica, incluindo, o técnico João Crispim, para a disputa do Campeonato Mineiro de 1970. O Atlético tricordiano passou a ser uma espécie de filial do Cruzeiro naquele estadual. Foi um momento histórico no Campeonato Mineiro.

Mistão na Taça Belo Horizonte de 1971
A semente havia sido plantada e o presidente Felício Brandi seguiu planejando formas de se aproveitar os atletas da categoria. Assim, em janeiro de 1971, Cruzeiro e Atlético solicitaram uma permissão da Federação Mineira para utilizarem seus aspirantes na disputa da Taça Belo Horizonte. Era segunda edição do torneio que foi criado para anteceder o Campeonato Estadual e que tinha todas as partidas disputadas em Belo Horizonte. A Federação Mineira acatou o pedido para que o Atlético focasse apenas na disputa do Torneio do Povo - criado pelo CND - e para que o Cruzeiro pudesse atender aos convites para a disputa de amistosos no exterior no período de disputa da Taça Belo Horizonte. Naquele ano, o Cruzeiro tinha em seu elenco quatro campeões mundiais de 1970 pela Seleção Brasileira (Tostão, Piazza, Fontana e Brito) e, por isso, recebia muitas propostas de empresários interessados em levar o time para amistosos em vários países com contratos que previam pagamentos em dólar. Em 1971 a moeda estadunidense valia quase 6 vezes mais do que a moeda brasileira. Sem contar que as despesas eram todas pagas pelos promotores dos amistosos. Assim, cada amistoso desse chegava a somar a parte que cabia ao clube das rendas de 8 partidas do Estadual, ou seja, quase um turno inteiro! A Taça Belo Horizonte disputada com o time misto se encerrou em março e, neste período, os titulares fizeram 11 amistosos pelo Uruguai, Argentina, Bolívia, Colômbia e Peru. 

Misto Quente no Campeonato Mineiro e Cruzeiro Exportação no exterior
Após o término da Taça Belo Horizonte de 1971, o Cruzeiro protagonizou mais um momento histórico do clube e do Campeonato Mineiro. As propostas vantajosas, com contratos em dólar, para o time se apresentar em outros países continuavam chegando e a diretoria cruzeirense não queria perder a oportunidade, pois tinha que fazer caixa para manter os salários dos craques do time, como Dirceu Lopes, Zé Carlos, Piazza, Fontana, Brito, Tostão e Raul, que eram, constantemente, cobiçados pelos clubes do eixo Rio-São Paulo. O presidente do Cruzeiro Felício Brandi reclamava do deficitário Campeonato Mineiro e decidiu escalar o mistão que disputou a Taça Belo Horizonte no Estadual. Foi uma iniciativa sem precedentes no Campeonato Mineiro que, naquela época, era um título muito valorizado. Os titulares passariam a atuar nos amistosos pelo Brasil e, principalmente, no exterior. A medida dividiu opiniões e foi recebida com protestos por parte dos clubes do interior que se viram prejudicados com a diminuição das rendas das partidas. Por outro lado, Felício Brandi se defendia e dizia que estava colaborando com o ministro da fazenda, Delfim Neto, que incentivava as exportações brasileiras e até criou o slogan "Exportar, é a libertação". Felício argumentou que o futebol era o produto do Cruzeiro e que o clube iria colaborar com a economia do país. Foi a partir daí, que o clube ganhou o apelido de "Cruzeiro Exportação" que permaneceu no linguajar da torcida cruzeirense até o final dos anos 80. O time misto realizou uma campanha surpreendente no Estadual que rendeu o apelido de "Misto Quente". Enquanto isso, os titulares disputaram 7 amistosos pela Colômbia, Costa Rica, Honduras, Guatemala, El Salvador e Panamá, além de um torneio amistoso com dois amistosos na Bahia. 

Titulares do Cruzeiro obrigados a voltar ao Brasil
Quando estava no Panamá, em 17 de abril, o time cruzeirense recebeu uma ordem do Conselho Nacional do Desporto-CND para retornar ao Brasil para disputar o Campeonato Mineiro com o time principal. O órgão, que era ligado ao governo federal, ameaçou suspender a participação do clube no Campeonato Brasileiro, caso não atendesse a ordem. Corrigidos os valores para o dólar atual, o Cruzeiro faturou 256 mil dólares nos 16 amistosos pelo exterior. Convertidos para a frágil moeda brasileira da época, seriam necessários mais do que dois estaduais inteiros para atingir esta receita. Assim, o Cruzeiro teve que cancelar à excursão que faria a Ásia e os titulares retornaram. O misto quente foi desfeito, após a 10a rodada do turno do Campeonato Mineiro - antes da rodada final contra o Atlético. Terminou a campanha na 2a colocação do Estadual, com 2 pontos atrás do líder América e 4 pontos de vantagem sobre o 3o colocado, o Atlético.

RELAÇÃO DOS AMISTOSOS DISPUTADOS PELO CRUZEIRO EM 1971
20/01 - 0 x 1 PEÑAROL
24/01 - 1 x 2 SAN LORENZO
27/01 - 4 x 1 INTER BRATISLAVA
31/01 - 2 x 2 NACIONAL
06/02 - 6 x 3 VELEZ SARSFIELD
09/02 - 2 x 1 THE STRONGEST
14/02 - 2 x 1 COMBINADO AMÉRICA-DEPORTIVO CALI
17/02 - 2 x 3 UNIVERSITARIO
20/02 - 0 x 0 ALIANZA
09/03 - 1 x 0 MILLONARIOS
14/03 - 1 x 1 SAPRISSA
21/03 - 2 x 1 OLIMPIA (HON)
24/03 - 2 x 0 COMUNICACIONES
27/03 - 5 x 2 ALIANZA (ELS)
04/04 - 3 x 1 GALÍCIA
07/04 - 1 x 0 BAHIA
15/04 - 2 x 1 RACING
17/04 - 2 x 2 PEÑAROL
28/04 - 3 x 0 RACING
12/05 - 3 x 0 BOTAFOGO
16/06 - 0 x 0 VILA NOVA
04/07 - 0 x 1 ATLÉTICO TUCUMAN
07/07 - 1 x 0 RACING
09/07 - 2 x 3 SAN MARTIN
12/12 - 2 x 1 BAHIA
16/12 - 3 x 1 RIVER
19/12 - 2 x 0 SAMPAIO CORREA

ATLETAS UTILIZADOS:
ALOÍSIO. Zagueiro (16 partidas)
BRITO. Zagueiro (8 partidas)
CRÉSIO. Goleiro (1 partidas)
DARCI. Zagueiro (3 partidas)
DIRCEU LOPES. Armador (20 partidas e 13 gols marcados)
EDUARDO. Ponta direita (9 partidas)
EMÍLIO. Goleiro (3 partidas)
EVALDO. Centro avante (8 partidas e 1 gol marcado)
FONTANA. Zagueiro (7 partidas)
GERALDO GALVÃO. Lateral esquerdo (12 partidas)
GIL. Ponta direita (2 partidas)
HÉLIO. Goleiro (4 partidas)
JOÃO FRANCISCO. Lateral direito (1 partida)
JOÃO RIBEIRO. Centro avante (9 partidas e 5 gols marcados)
JORGE. Goleiro (3 partidas)
LAURO. Lateral direito (23 partidas)
LIMA. Ponta esquerda (23 partidas e 8 gols marcados)
MIRO. Zagueiro (6 partidas)
MORAES. Zagueiro (11 partidas)
NATAL. Ponta direita (2 partidas)
NECO. Lateral esquerdo (13 partidas)
NEIRIBERTO. Zagueiro (11 partidas e 1 gol marcado)
PALHINHA. Centro avante (10 partidas e 2 gols marcados)
PEDRO PAULO. Lateral direito (9 partidas)
PERFUMO. Zagueiro (8 partidas)
PIAZZA. Volante (17 partidas e 1 gol marcado)
RAUL. Goleiro (23 partidas)
RINALDO. Ponta esquerda (3 partidas e 1 gol marcado)
ROBERTO BATATA. Atacante (20 partidas e 7 gols marcados)
SPENCER. Armador (2 partidas)
TONINHO. Volante (10 partidas e 1 gol marcado)
TOSTÃO. Atacante (23 partidas e 8 gols marcados)
VANDERLEI. Lateral esquerdo (9 partidas)
VIKTOR. Zagueiro (1 partida)
VÍTOR. Goleiro (2 partidas)
ZÉ CARLOS. Armador (26 partidas e 6 gols marcados)
T: Orlando Fantoni (3), Ílton Chaves (24 partidas)

FICHAS TÉCNICAS DAS PARTIDAS AMISTOSAS:

CRUZEIRO 0 x 1 PEÑAROL
20/01/1971 (Qua) - Centenário (Montevidéu, Uruguai) - Ingressos: 25.000
Árbitro: Ramón Barreto/URU
Gol: Petkovich 42’
Cruzeiro: Raul, Lauro, Brito, Aloísio, Vanderlei, Piazza, Zé Carlos, Roberto Batata, Tostão, Dirceu Lopes, Toninho (Moraes). T: Ílton Chaves
Peñarol: Corbo, Figueroa, Matosas, M. Gonzalez, E. Amoroso, Caetano, M. Acuña, Onega (Castronuevo), A Spencer, M. Vieira, Petkovich.
CV: Raul, Lauro, Brito, Aloísio, Vanderlei, Piazza, Zé Carlos, Roberto Batata, Tostão, Dirceu Lopes, Moraes (Cru); Spencer (Pen)
*Após o gol do Peñarol, os jogadores do Cruzeiro protestaram com o árbitro alegando irregularidade no lance. O árbitro expulsou todos os jogadores e deu a partida por encerrada quando ainda faltavam 48 minutos para o término regulamentar.

CRUZEIRO 1 x 2 SAN LORENZO
24/01/1971 (Dom) - Centenário (Montevidéu, Uruguai) - Ingressos: 35.000
Árbitro: Alejandro Otero/URU
Gols: Dirceu Lopes 11’ (1-0), González (pênalti) 30’ (1-2), Ramon Heredia (pênalti) 89’ (1-2)
Cruzeiro: Raul, Lauro, Brito, Aloísio, Vanderlei, Piazza, Zé Carlos, Roberto Batata, Tostão (Palhinha), Dirceu Lopes, Toninho. T: Ílton Chaves
S. Lorenzo: D’Alessandro, Villar, Doria, Ramon Heredia, Rols (Maletti), Cocco, Telch, Tojo, Gonzalez, Fischer, Veglio.

CRUZEIRO 4 x 1 INTER BRATISLAVA
27/01/1971 (Qua) - Centenário (Montevidéu, Uruguai) - Ingressos: 30.000
Árbitro: Gregório Rosa/URU
Gols: Dirceu Lopes 15’ (1-0), Toninho 25’ (2-0), Dirceu Lopes 70’ (3-0), Tostão 74’ (4-0), Luprick 90’ (4-1)
Cruzeiro: Raul (Jorge), Lauro (Neco), Brito, Aloísio, Vanderlei, Piazza, Zé Carlos (Miro), Roberto Batata, Tostão, Dirceu Lopes, Toninho. T: Ílton Chaves
Inter Bratislava: Majthenil, Solim, Dobinovsky, Gal, Oblozinsky, Valent, Heleaz (Leviry), Szicora, Luprich, Fischer, Kovac (Petras). T: Josef Marko
*Raul defendeu pênalti cobrado por Solin aos 38.

CRUZEIRO 2 x 2 NACIONAL
31/01/1971 (Dom) - Centenário (Montevidéu, Uruguai) - Ingressos: 28.000
Árbitro: Angel E. Pazos/URU
Gols: Zé Carlos 1’ (1-0), Artime 10’ (1-1), Dirceu Lopes 25’ (2-1), Artime 90’ (2-2)
Cruzeiro: Raul, Lauro, Brito, Aloísio, Vanderlei (Neco), Piazza, Zé Carlos, Roberto Batata, Tostão, Dirceu Lopes, Toninho (Palhinha). T: Ílton Chaves
Nacional: Manga, Bianco, Ancheta, Brunel, Mujica, Montero Castillo, Maneiro, Cubillas, Manialli, Artime, Morales
CV: Brito (Cru); Montero Castillo (Nac)

CRUZEIRO 6 x 3 VELEZ SARSFIELD
06/02/1971 (Sab) - La Bombonera (Buenos Aires, Argentina)
Gols: Zotola (pênalti) 10’ (0-1), Bianche 32’ (0-2), Benton 36’ (0-3), Zé Carlos 44’ (1-3), Lima 50’ (2-3), Zé Carlos 52’ (3-3), Roberto Batata 53’ (4-3), Dirceu Lopes 60’ (5-3), Dirceu Lopes 85’ (6-3)
Cruzeiro: Raul (Jorge), Lauro, Brito (Moraes), Aloísio, Vanderlei (Neco), Piazza, Zé Carlos, Roberto Batata, Tostão, Dirceu Lopes, Lima. T: Ílton Chaves
Velez: Cabalero, Gallo, Romeo, Zotola, Correa, Rios, La Palma, Cotton, Benton, Biachi, Benito
CV: Piazza (Cru)

CRUZEIRO 2 x 1 THE STRONGEST
09/02/1971 (Ter) - Olímpico (La Paz, Bolívia) - Ingressos: 20.000 - Árbitro: Rodolfo Medina/BOL
Gols: Tostão 39’ (1-0), Dirceu Lopes 49’ (2-0), Romero 77’ (2-1)
Cruzeiro: Raul, Lauro, Brito, Aloísio, Vanderlei (Neco), Piazza, Zé Carlos, Roberto Batata (Miro), Tostão, Dirceu Lopes, Lima (Eduardo). T: Ílton Chaves
Strongest: Galarza, Maldonado, Gini, Iriondo, Agreda, Vargas, Pinto, Romero, Diaz (Morales), Balmaceda, Bastida

CRUZEIRO 2 x 1 COMBINADO AMÉRICA-DEPORTIVO CALI
14/02/1971 (Dom) - El Pascual (Cali, Colômbia) - Ingressos: 40.000 - Árbitro: Henry Agudello/COL
Gols: Roberto Batata 22’ (1-0), Zé Carlos 55’ (2-0), Lescano (pênalti) 78’ (2-1)
Cruzeiro: Raul, Lauro, Brito, Aloísio, Vanderlei (Neco), Piazza, Zé Carlos, Roberto Batata (Miro), Tostão, Dirceu Lopes, Lima (Eduardo). T: Ílton Chaves
América: Righi, Riascos, Sanez, Berdugo, Herrera, Desiderio, Cuero, Ospina, Lescano (Curla), Barbh, Ortiz
Tostão e La Fuente antes do amistoso entre Cruzeiro e Universitário em Lima

CRUZEIRO 2 x 3 UNIVERSITARIO
17/02/1971 (qua) - Nacional (Lima, Peru) - Ingressos: 21.819 - Árbitro: Pedro Reyes/PER
Gols: Rojas (0-1), Munante (0-2), Dirceu Lopes 59’ (1-2), Roberto Batata 61’ (2-2), Ramirez 66’ (2-3)
Cruzeiro: Raul, Lauro (Eduardo), Brito, Aloísio, Neco, Piazza, Zé Carlos, Roberto Batata (Palhinha), Tostão, Dirceu Lopes, Lima. T: Ílton Chaves
Universitario: H. Ballesteros, P. Gonzales, La Fuente, H. Chumpitaz, J. Luna, R. Challe, Munante, P. Rojas (Urranaga), Ubide, Ramirez (Catayud)

CRUZEIRO 0 x 0 ALIANZA LIMA
20/02/1971 (Sab) - Nacional (Lima, Peru)
Cruzeiro: Raul, Lauro, Moraes, Aloísio, Neco, Piazza, Zé Carlos, Roberto Batata (Eduardo), Tostão, Dirceu Lopes, Lima. T: Ílton Chaves
Alianza: Salinas, Galegos, Castillo, Gonzales, Risco, Mayorga, Zagarra, Baylon, Perico Leon, Cubillas, Sierra
CV: Lauro, Lima (Cru)

CRUZEIRO 1 x 0 MILLONARIOS
09/03/1971 (Ter) - El Campin (Bogotá, Colômbia) - Ingressos: 50.000 - Árbitro: Eduardo Rendon/EQU
Gol: Roberto Batata 85’
Cruzeiro: Raul, Lauro, Moraes, Aloísio, Darci (Evaldo), Piazza, Dirceu Lopes, Roberto Batata, Zé Carlos, Tostão, Lima. T: Ílton Chaves
Millonarios: Quintana, Hernandez, Villano, Gaviria, Castro, Muggione, Garcia, Gonzalez, Ladezzi, Brand, Subiat (Tovar)

CRUZEIRO 1 x 1 SAPRISSA
14/03/1971 (Dom) - Nacional (San José, Costa Rica) - Ingressos: 15.000 - Árbitro: Juan Sotto/COS
Gols: Luiz Aguillar 26’ (0-1), Piazza (pênalti) 68’ (1-1)
Cruzeiro: Raul, Lauro (Darci), Moraes, Aloísio, Geraldo Galvão, Piazza, Zé Carlos, Roberto Batata, Dirceu Lopes, Tostão, Lima. T: Ílton Chaves
Saprissa: Gutierrez, Solano, Coco, Rojas, F. Aguillar, Chico, Hernandes (Grant), Paniagua, Martim, Chavarria, Luiz Aguilar. T: Mariz

CRUZEIRO 2 x 1 OLIMPIA (HON)
21/03/1971 (Dom) - Francisco Morazán (San Pedro Sula, Honduras) - Ingressos: 10.000
Gols: Dirceu Lopes 20’ (1-0), Tostão 65’ (1-1), Jorge Urquia 85’ (2-1)
Cruzeiro: Raul, Lauro, Moraes, Aloísio, Geraldo Galvão, Piazza, Dirceu Lopes, Roberto Batata, Tostão, Zé Carlos, Lima. T: Ílton Chaves

CRUZEIRO 2 x 0 COMUNICACIONES
24/03/1971 (Qua) - Mateo Flores (Cidade da Guatemala, Guatemala) -Ingressos: 55.000 (US$ 30.000,)
Gols: Tostão 9’, Tostão 47’
Cruzeiro: Raul (Jorge), Moraes, Lauro, Aloísio (Darci), Geraldo Galvão, Piazza, Zé Carlos (Evaldo), Roberto Batata, Tostão (João Ribeiro), Lima. T: Ílton Chaves
Comunicaciones: Garcia, Vilavicenzio, Stoker, Henry Valle (Salazar), H. Torres, Salamance, Tombasco, Acosta, Molilo, E. Torres, Mendoza. T: Walter Hormeno

CRUZEIRO 5 x 2 ALIANZA (ELS)
27/03/1971 (Sab) - Flor Blanca (San Salvador, El Salvador)
Gols: Lima 3’ (1-0), Roberto Batata 18’ (2-0), Camargo (pênalti) (2-1), Taneses 72’ (2-2), Tostão 77’ (3-2), Zé Carlos 78’ (4-2), João Ribeiro 89’ (5-2)
Cruzeiro: Raul, Lauro, Moraes, Aloísio, Geraldo Galvão, Piazza, Dirceu Lopes, Roberto Batata, Tostão (João Ribeiro), Zé Carlos, Lima. T: Ílton Chaves
Alianza: Martinez, Angel, Mariona, Zaldana, Osorio, Quido, Camargo, Sandoval (Coertes), Taneses, Rojas, Flores

CRUZEIRO 3 x 1 GALÍCIA
04/04/1971 (Dom) - Fonte Nova (Salvador, BA)
Arbitragem: José Gomes/BA (Antônio Pacheco e Carlos Bandeira)
Gols: Lima 22’ (1-0), Dirceu Lopes 33’ (2-0), Dirceu Lopes 43’ (3-0), Marcílio 83’ (3-1)
Cruzeiro: Raul (Crésio/85’), Lauro (João Francisco), Moraes, Aloísio, Geraldo Galvão (Neco), Zé Carlos, Dirceu Lopes, Roberto Batata, Tostão, Evaldo (Eduardo), Lima. T: Ílton Chaves
Galícia: Mundinho, Roberto, Almir, Cacau, Quinha, Deri, Chiquinho (Adson), Nelson, Marcílio, Valtinho, Milano (Gonçalves). T: Enaldo Rodrigues

CRUZEIRO 1 x 0 BAHIA
07/04/1971 (Qua) - Fonte Nova (Salvador, BA) - Cr$ 233.350, - Árbitro: Bartolomeu Lordelo/BA
Gol: Tostão 76’
Cruzeiro: Raul, Lauro, Moraes, Aloísio, Geraldo Galvão, Zé Carlos, Dirceu Lopes, Roberto Batata, Tostão, Evaldo (Eduardo), Lima (Neco). T: Ílton Chaves
Bahia: Renato, Gato Preto, Zé Oto, Roberto, Aderval, Amorim, Baiaco, Gijo (Tanajura), Zé Eduardo (Jair), Carlinhos, Artur. T: Fleitas Solich

CRUZEIRO 2 x 1 RACING
15/04/1971 (Qui) - Revolución (Cidade do Panamá, Panamá) - Árbitro: José Moran/PAN
Gols: Lima 2’ (1-0), Lamelza 62’ (1-1), Roberto Batata 89’ (2-1)
Cruzeiro: Raul, Lauro, Perfumo (Moraes), Neiriberto, Geraldo Galvão (Neco), Zé Carlos, Dirceu Lopes, Roberto Batata, Evaldo (Fontana), Tostão, Lima. T: Ílton Chaves
Racing: Oriolo, Wolf, Paolino, Rocchia (Nelson Pedro Chabay), Ruben Diaz (Rizzo), Escalante (Amarília), Squeo, Adorno (Jorge), Lamelza, Juan Carlos Cárdenas, Alcivar. T: Humberto Maschio

CRUZEIRO 2 x 2 PEÑAROL
17/04/1971 (Sab) - Revolucion (Cidade do Panamá, Panamá) - Árbitro: José Isabel Moran/PAN
Gols: Acuña 6’ (0-1), Tostão 39’ (1-1), Ruben Corbo 58’ (1-2), Lima 79’ (2-2)
Cruzeiro: Raul, Lauro, Perfumo, Neiriberto, Geraldo Galvão (Neco), Zé Carlos, Dirceu Lopes, Roberto Batata, Evaldo (Eduardo), Tostão, Lima. T: Ílton Chaves
Peñarol: Mazurkiewicz, Mario Gonzales, Sandoval, Figueroa, Caetano, Lamas (T. Gonzales), Matosas, Cortez, Acuña (Lozada), Castronovo, Romeu Corbo. 

CRUZEIRO 3 x 0 RACING
28/04/1971 (Qua) - Mineirão (Belo Horizonte, MG) - Ingressos: 38.067 (Cr$ 196.107,)
Arbitragem: Juan de La Passion/MG (Vicente Paula e Cléver Pereira)
Gol: Evaldo 7’, Lima (falta) 13’, Dirceu Lopes 83’
Cruzeiro: Raul, Lauro (Pedro Paulo), Perfumo, Neiriberto (Fontana), Neco, Zé Carlos, Dirceu Lopes, Roberto Batata, Tostão (Palhinha), Evaldo (Spencer), Lima. T: Ílton Chaves
Racing: Oriolo, Garcia, Paolino, Chabay, Ruben Diaz (Rizzo), Benitez, Escalante, Luna, Lamelzza, Adorno, Alcivar. T: Humberto Maschio

CRUZEIRO 3 x 0 BOTAFOGO
12/05/1971 (Qua) - Mineirão (Belo Horizonte, MG) - Ingressos: 9.818 (Cr$ 40.912,)
Árbitro: Juan de La Passion/MG
Gols: João Ribeiro 23’, Dirceu Lopes 42’, Roberto Batata 55’
Cruzeiro: Raul (Hélio), Pedro Paulo, Fontana (Neiriberto), Perfumo, Geraldo Galvão, Toninho, Spencer, Roberto Batata, João Ribeiro, Dirceu Lopes (Gil), Lima. T: Ílton Chaves
Botafogo: Cao (Wendell), Mura, Valtencir, Osmar, Paulo Henrique (Camarão), Carlos Roberto, Didinho, Zequinha (Roberto Carlos), Nilson, Paraguaio, Careca. T: Paraguaio

CRUZEIRO 0 x 0 VILA NOVA
16/06/1971 (Qua) - Pedro Ludovico (Goiânia, GO) - Árbitro: Benedito Gonçalves/GO
Cruzeiro: Raul, Pedro Paulo, Perfumo, Fontana, Neco, Zé Carlos, Dirceu Lopes, Eduardo, Tostão (Gil), Evaldo (Neiriberto), Lima. T: Ílton Chaves
Vila Nova: Bajoso, Davi, Altamiro, Dema, Furneca, Mércio, Armando, Danilo, Quinzito, Afonso (Lincoln), Guilherme, Silvinho (Mauro). T: Tomazinho
*O troféu oferecido pela Universidade ficou com o Vila Nova, porque o Cruzeiro não aceitou decisão por tiros livres e nem sorteio.

CRUZEIRO 0 x 1 ATLÉTICO TUCUMAN
04/07/1971 (Dom) - Atlético Tucuman (San Miguel de Tucuman, Argentina)
Árbitro: Miguel Angel Comensaña/ARG
Gol: Spada (falta) 9’
Cruzeiro: Raul (Hélio/46’), Pedro Paulo, Perfumo, Miro, Geraldo Galvão, Zé Carlos, Neiriberto, Natal, João Ribeiro (Palhinha), Toninho, Lima. T: Orlando Fantoni
Atlético Tucuman: Ruiz, Borges, Soza, Ojo, Castro, Espada, Somosa, Santillan (Villafane), Miguel, Espeche, Ferrero (Piaza). T: Antônio Dacorso.

CRUZEIRO 1 x 0 RACING
07/07/1971 (Qua) - Atlético Tucuman (San Miguel de Tucuman, Argentina) - Ingressos: 10.000
Árbitro: Juan Carlos Rodrigues
Gol: Lima (pênalti) 75’
Cruzeiro: Hélio, Pedro Paulo (Lauro), Perfumo, Miro, Geraldo Galvão, Zé Carlos, Neiriberto, Palhinha, João Ribeiro, Toninho, Lima. T: Orlando Fantoni
Racing: Gibaudo, Wolff, Paolino, Chabay, Diaz, Garcia Squeo, Adorno, Benitez, Lamelza, Cardenas, Amarilla (Del Rio) (Escalante).

CRUZEIRO 2 x 3 SAN MARTIN
09/07/1971 (Sex) - Atlético Tucuman (San Miguel de Tucuman, Argentina) - Ingressos: 15.000
Árbitro: Juan Carlos Rodrigues
Gols: Sanchez 1’ (0-1), Neiriberto 3’ (1-1), Palhinha 29’ (2-1), Ponce 38’ (2-2), Ponce 51’ (2-3)
Cruzeiro: Hélio, Pedro Paulo, Perfumo, Miro, Geraldo Galvão, Zé Carlos, Neiriberto, Natal (Eduardo), Palhinha, Toninho, Lima (João Ribeiro). T: Orlando Fantoni
San Martin: Rodriguez, Luna, Lizando, Arias (Ferreira), Acosta, Teijo, Sanchez, Pereira (Gómez), Rey (Ponce), Arganaraz

CRUZEIRO 2 x 1 BAHIA
12/12/1971 (Dom) - Fonte Nova (Salvador, BA) - Renda: Cr$ 87.502,
Arbitragem: Garibaldo Matos/BA (Wilson Palu e Jairo Câmara)
Gols: João Daniel 8’ (0-1), Rinaldo 73’ (1-1), Zé Carlos 83’ (2-1)
Cruzeiro: Emílio, Pedro Paulo (Lauro), Fontana, Neiriberto, Vanderlei, Piazza, Zé Carlos, Palhinha, Tostão (Rinaldo), João Ribeiro (Toninho), Lima. T: Ílton Chaves
Bahia: Sanches, Onça, Zé Oto, Roberto Rebouças, Quinha, Amorim, Eliseu (Joel), Baiaco, Jurinha, João Daniel (Zé Eduardo), Gilson Porto (Santa Cruz). T: Jorge Vieira
*Sanchez defendeu pênalti de Lima, no 2o tempo, quando o jogo estava 0 a 1.
Time do Cruzeiro em formação para a foto antes do amistoso contra o River no Piauí
Pedro Paulo, Neiriberto, Vanderlei, Vítor, Piazza, Fontana
Guido (massagista), Palhinha, Tostão, Zé Carlos, João Ribeiro, Lima

CRUZEIRO 3 x 1 RIVER
16/12/1971 (Qui-21h) - Lindolfo Monteiro (Teresina, PI) - Renda: Cr$ 66.435,
Arbitragem: Givanildo Correia/PI (Diogo Lustosa e Antônio Rosa)
Gols: João Ribeiro 39’ (1-0), João Ribeiro 48’ (2-0), Palhinha 77’ (3-0), Júlio 89’ (3-1)
Cruzeiro: Vitor (Emílio), Pedro Paulo, Fontana, Neiriberto e Vanderlei (Lauro); Piazza e Zé Carlos (Toninho); Palhinha, Tostão (Viktor), João Ribeiro e Lima (Rinaldo). T: Ílton Chaves
River: Batista; Paulo da Banana (Valdimir II), Ailton, Manoelzinho e Birunga; Valdimir e Pinto; Carrinho (Batata) (Pila), Júlio, Caveirinha e Geraldino (Nido) (Odaci). T: Reinaldo Ferreira

CRUZEIRO 2 x 0 SAMPAIO CORREA
19/12/1971 (Dom) - Nhôzinho Alves (São Luís, MA) - Renda: Cr$ 60.300,
Arbitragem: Lecílio Estrela/MA (Armando Sena e Wilson Rodrigues)
Gols: João Ribeiro 46’, Lima 79’
Cruzeiro: Emílio (Vitor), Pedro Paulo, Fontana, Neiriberto, Lauro, Piazza, Zé Carlos, Palhinha, Tostão, João Ribeiro (Lima), Rinaldo. T: Ílton Chaves
Sampaio: Toinho, Célio, Neguinho, Arlindo, Brito, Dojoba, Djalma (Airton), Itamar, Zezé, Paraíba, Soares (Adelino)

PARTIDA AMISTOSA DO MISTÃO:

CRUZEIRO 0 x 0 DEMOCRATA
31/03/1971 - Duarte de Paiva (Sete Lagoas, MG)
*time não oficial do Cruzeiro. Não deve ser computada nas estatísticas.

A campanha do time de aspirantes do Cruzeiro na Taça Belo Horizonte de 1971

O volante Toninho Almeida, com 20 anos, atuou em todas as partidas 
do mistão na Taça Belo Horizonte de 1971

TURNO ÚNICO
23/01 - CRUZEIRO 4 x 1 VALÉRIO
31/01 - CRUZEIRO 2 x 3 VILLA NOVA
14/02 - CRUZEIRO 2 x 1 AMÉRICA
27/02 - CRUZEIRO 1 x 1 UBERLÂNDIA
07/03 - CRUZEIRO 0 x 0 ATLÉTICO

CLASSIFICAÇÃO FINAL
ClubesPPPVEDGMGSSG
1) Atlético35230954
2) Uberlândia35230835
3) Cruzeiro45221963
4) Villa Nova5513167-1
5) América65203862
6) Valerio95014314-11
Legenda: PP (pontos perdidos), P (partidas disputadas), V (vitórias), E (empates), D (derrotas)
GM (gols marcados), GS (gols sofridos), SG (saldo de gols)
Sistema de disputa: turno, pontos corridos
Goleador máximo: João Ribeiro (Cruzeiro) com 5 gols

(1)Foi a segunda edição da disputa da taça que foi criada para anteceder o Campeonato Estadual. Ao contrário da primeira edição disputada em 1970, em que apenas os três grandes da capital, mais o Villa Nova participaram, a edição de 1971 foi disputada pelos pelos 6 primeiros colocados do Campeonato Mineiro de 1970, que já estavam classificados para o Estadual de 1971. No mesmo período, os clubes do interior disputavam o Torneio Eliminatório que definiu os outros 4 participantes do Estadual. O sistema de turno corrido com todas as partidas disputadas em Belo Horizonte foi mantido.

Mistão na Taça Belo Horizonte
Em janeiro de 1971, Cruzeiro e Atlético solicitaram uma permissão da Federação Mineira para utilizarem seus aspirantes na disputa da Taça Belo Horizonte. Era segunda edição do torneio que foi criado para anteceder o Campeonato Estadual e que tinha todas as partidas disputadas em Belo Horizonte. A Federação Mineira acatou o pedido para que o Atlético focasse apenas na disputa do Torneio do Povo - criado pelo CND - e para que o Cruzeiro pudesse atender aos convites para a disputa de amistosos no exterior no período de disputa da Taça Belo Horizonte. Naquele ano, o Cruzeiro tinha em seu elenco quatro campeões mundiais de 1970 pela Seleção Brasileira (Tostão, Piazza, Fontana e Brito) e, por isso, recebia muitas propostas de empresários interessados em levar o time para amistosos em vários países com contratos que previam pagamentos em dólar. Em 1971 a moeda estadunidense valia quase 6 vezes mais do que a moeda brasileira. Sem contar que as despesas eram todas pagas pelos promotores dos amistosos. Assim, cada amistoso desse chegava a somar a parte que cabia ao clube das rendas de 8 partidas do Estadual. O técnico João Crispim dirigiu o time misto nas 5 partidas da Taça Belo Horizonte que se encerrou em março, enquanto os titulares fizeram 11 amistosos pelo Uruguai, Argentina, Bolívia, Colômbia e Peru. O mistão do Cruzeiro terminou a disputa da Taça Belo Horizonte como 3o colocado e o atacante João Ribeiro se consagrou como o goleador máximo com 5 gols marcados. Curiosamente, o time contou, em algumas partidas, com alguns nomes consagrados como o goleiro Hélio, o lateral direito Pedro Paulo e os atacantes Evaldo, Natal e Rodrigues e outros que ainda buscavam espaço no time e que se consagrariam anos depois como o zagueiro Darci Menezes, o meia Eduardo e o atacante Palhinha, além do ponta direita Gil que disputaria a Copa do Mundo de 1978, como  titular da Seleção Brasileira e atendendo pela alcunha de "Búfalo Gil".

FICHAS TÉCNICAS DAS PARTIDAS DO TURNO: 

CRUZEIRO 4 x 1 VALERIO
23/01/1971 - Independência (Belo Horizonte) - Renda: Cr$ 6.310,
Árbitro: Doraci Jerônimo
Gols: João Ribeiro 5’ (1-0), Natal 32’ (2-0), Ildeu 39' (2-1), Evaldo 77' (3-1), Evaldo 85' (4-1)
Cruzeiro: Nêgo, Pedro Paulo, Mario Tito, Darci e Geraldo Galvão; Toninho e Spencer; Natal (Gil), Eduardo, João Ribeiro e Rodrigues. T: João Crispim
Valério: Arésio, Valter, Zé Borges, Campista e Nelson; Nelson Torres e Paulinho (Carlinhos); Natalino (Canhoto), Clóvis, Ildeu, Crispim.

CRUZEIRO 2 x 3 VILLA NOVA
31/01/1971 - Independência (Belo Horizonte) - Ingressos: 1.774 (Cr$ 8.880,00)
Arbitragem: Jarbas de Castro Pedra
Gols: Paulinho Cai Cai 7', Zé Carlos, Evaldo 19', João Ribeiro 50', Paulinho Cai Cai 64' 
Cruzeiro: Nêgo, Pedro Paulo, Mário Tito, Darci e Geraldo Galvão; Spencer e Toninho; Natal, Evaldo, João Ribeiro e Ninha (Gil). T: João Crispim
Villa: Nonô, Casimiro, Carlos Martins, Ciciano e Frade; Corgozinho e Raimundo; Jésum (Dias), Paulinho, Piorra e Zé Carlos. T: Arizona

CRUZEIRO 2 x 1 AMÉRICA
14/02/1971 - Independência (Belo Horizonte) - Ingressos: 4.945 (Cr$ 24.725,00)
Arbitro: Doraci Jerônimo
Gols: João Ribeiro 25’ (1-0), Dario 55’ (1-1); João Ribeiro 62' (2-1)
Cruzeiro: Hélio, Pedro Paulo, Mario Tito, Darci e Jamilton; Toninho e Spencer; Natal, João Ribeiro, Evaldo e Vicente (Dirceu Batista). T: João Crispim
América: Élcio, Batista, Café, Zé Horta e Cláudio; Pedro Omar e Édson; Dario, Ferreira, Hélio (Zé Carlos Mérola) e Jair Bala. T: Bijú
CV: Natal (Cru), Dario (Ame)
*Ferreira perdeu pênalti aos 50'

CRUZEIRO 1 x 1 UBERLÂNDIA
27/02/1971 - Independência (Belo Horizonte) - Ingressos: 2.033 (Cr$ 10.165,)
Árbitro: Maurílio José Santiago
Gols: João Ribeiro 15', Toninho 43'
Cruzeiro: Hélio (Nêgo), Pedro Paulo, Mario Tito, Miro e Darci; Toninho e Spencer; Roberto Batata, João Ribeiro, Evaldo (Dirceu Batista) e Vicente. T: João Crispim
Uberlândia: Lourenço, Wellington, Evilson, Neiriberto e Gilson; Carlos Alberto (Alemão) e Hamilton; Luiz Carlos, Chicão (Fazendeiro), Toninho, Reis. T: Danilo Alvim

CRUZEIRO 0 x 0 ATLÉTICO
07/03/1971 (Dom) - Mineirão (Belo Horizonte) - Ingressos: 18.669 (Cz$ 73.544,)
Arbitro: Maurílio Santiago
Cruzeiro: Hélio, Pedro Paulo, Mario Tito, Miro e Geraldo Galvão; Toninho e Spencer; Natal, Eduardo, João Ribeiro e Vicente (Palhinha). T: João Crispim
Atlético: Mussula, Antenor, Normandes, Renato e Cláudio Mineiro (Vantuir);  Danival e Amauri (Humberto Ramos); Ismael, Laci, Lola e Nilton. T: Telê Santana