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quinta-feira, 14 de março de 2024

BOCAIÚVA - goleiro reserva do Cruzeiro vice-campeão brasileiro de 1975

BOCAIÚVA
 
Goleiro. Irineulir Antônio Fróes (Bocaiúva, MG, 5/9/1954). Mede 1,79m e pesa 78 kg. Com 16 anos foi levado para um período de testes nas categorias de base do Cruzeiro em 1971. Foi promovido ao profissional do Cruzeiro em 1975, para a reserva dos goleiros Raul e Hélio, e depois, de Vítor. Teve poucas chances na equipe principal e era mais utilizado em amistosos do mistão pelo interior do Estado. Sua primeira chance na equipe principal foi em 22/91975, quando substituiu Hélio no amistoso em Sobral-CE, quando o Cruzeiro goleou o Guarany local por 6 a 2. Dois dias depois (24/9/1975), fez sua estreia oficial, na partida em que o Cruzeiro venceu (4-0) o Moto Club, em São Luís-MA, pelo Campeonato Brasileiro. Assim, participou da campanha do vice-campeonato brasileiro que classificou o Cruzeiro para a Libertadores de 1976.

Empréstimos
Foi emprestado em maio de 1976 ao ESAB, de BH, onde ficou até novembro de 1977. Após retornar do empréstimo, foi dispensado pelo técnico Zé Duarte, em 21/3/1978. Foi emprestado por um ano, em março de de 1978, ao Operário-MS. No entanto, o Cruzeiro solicitou o seu retorno em julho, após as saídas dos goleiros Hélio e Raul. 

Parceira interestadual
Bocaiúva vivenciou um dos momentos históricos do Cruzeiro. Naquele ano, o Cruzeiro firmou uma parceria com o São Cristovão-RJ. Assim, em agosto de 1978, o Cruzeiro emprestou 14 atletas ao São Cristovão para a disputa do Campeonato Carioca. Bocaiúva foi um dos atletas emprestados junto com Alexandre, Morais, Ozires, Luiz Cosme, Livio, Valdo, Tião Marçal, Vicente, Geraldo, Biagini, Gilson, Zé Carlos e Porto. O São Cristovão foi o 6o colocado.

Excursão às Américas
Em julho/agosto de 1980, o Cruzeiro excursionou por 50 dias por 9 diferentes países pelas Américas. Bocaiúva participou de três amistosos. Ele entrou no decorrer das partidas substituindo Luís Antônio. 

Empréstimos
Em abril de 1981, integrou uma lista de dispensas do técnico Procópio Cardoso. Foi emprestado por um ano ao Uberlândia. O ano de 1982 foi o último de Bocaiúva no Cruzeiro, que se sagrou campeão da Taça Minas Gerais. Recebeu passe livre em fevereiro de 1983 e foi para o Guará-DF. Bocaiúva tornou-se funcionário da empresa Algar Tech, prestando serviços ao Ministério da Educação como Administrador de Redes.

Todas as partidas de Bocaiúva pelo Cruzeiro (pela ordem):
22/09/1975 - 6 x 2 Guarani-CE - Amistoso - Junco (Sobral, CE)
24/09/1975 - 4 x 0 Moto Club - Campeonato Brasileiro - Nhôzinho Santos (São Luiz, MA)*
13/09/1979 - 6 x 3 Uberaba - Campeonato Mineiro - Uberabão (Uberaba, MG)
10/08/1980 - 2 x 1 Seleção da Guatemala - Amistoso - Mateus Flores (Cidade da Guatemala, GUA)
14/08/1980 - 0 x 0 Monterrey (MEX) - Amistoso - Tecnológico
17/08/1980 - 2 x 0 Seleção do México - Amistoso - Coliseu (Los Angeles, EUA)
24/07/1982 - 1 x 0 Uberaba - Campeonato Mineiro - Mineirão
12/11/1982 - 3  x 0 Sel. de Ipatinga - Amistoso - Lamegão (Ipatinga, MG)
Obs: em asterisco as partidas como titular

Campeonato Brasileiro - 1975 - 1 partida
Campeonato Mineiro - 1979/82 - 2 partidas
Amistosos - 1975, 1980, 1982 - 5 partidas
Total: 3 partidas oficiais

terça-feira, 12 de março de 2024

BIANQUE - Zagueiro do Cruzeiro entre 1978-1980

BIANQUE
Zagueiro. Carlos Bianchi Silva (Santos, SP, 3/10/1954). Mede 1,82m e pesa 78kg. Veio por empréstimo do Santos em outubro de 1978. Com a lesão na coluna sofrida pelo titular Marquinhos, tornou-se o titular do time a partir do 2o turno (1a fase) do Campeonato Mineiro de 1978. Bianque passou a formar a dupla de zaga com Zezinho Figueroa. 

O baile de Joãozinho e a Máfia da Loteria Esportiva
Bianque vivenciou um momento histórico que foi na goleada por 5-0 sobre o América, no Mineirão, pela 2a rodada, da fase final, ainda válida pelo Campeonato Mineiro de 1978, em 11/2/1979. Foi a tarde do ponta esquerda Joãozinho, que aplicou um verdadeiro baile na defesa americana e marcou três gols. O show do atacante foi tamanho que fez até os dirigentes americanos o acusarem de ter humilhado o América. Até que, a partir de 22 de outubro de 1982, o jornalista Sérgio Martins publicou uma série de reportagens na Revista Placar sobre um grupo criminoso que subornava atletas para manipular os resultados das partidas da Loteria Esportiva. Segundo a sua fonte, o radialista Flávio Moreira (integrante do esquema de manipulação), o lateral direito do América, Celso Augusto, foi  contatado por Edmundo Santos Cigarro - dirigente do Olaria-RJ - para facilitar a vitória do Cruzeiro. O clássico fez parte do teste 429, que teve 10 ganhadores que levaram Cr$ 5,3 milhões cada. Bianque foi um dos titulares dessa goleada.

Cruzeiro vs. coligação
Durante a semana do clássico contra o América, em 11/3/1979, pela 5ª rodada (fase final), do Campeonato de 1978, as torcidas de América e Atlético firmaram uma parceria contra o Cruzeiro. Queriam evitar mais um título mineiro do time na era Mineirão - seria o 11o em 13 estaduais disputados. Americanos e atleticanos se uniram na arquibancada do estádio. No entanto quem acabou se destacando foi a arbitragem de Édson Alcântara do Amorim, que não marcou um pênalti cometido por Zé Carlos e Celso Augusto sobre Joãozinho aos 30’, além de ter expulsado o atacante cruzeirense. A derrota (1-2) favoreceu o Atlético que ficou com o título estadual. Bianque foi um dos titulares dessa partida.

Volta a reserva
Com o retorno de Marquinhos, Bianque voltou para a reserva. O técnico Zé Duarte havia deixado o clube, após o fim do Estadual de 1978 e o técnico Barbatana foi contratado para dirigir o time a partir do Campeonato Mineiro de 1979. Bianque retornou ao time titular, somente a partir do 2o turno do Estadual, quando voltando a formar dupla com Zezinho Figueroa em algumas partidas. 

O recorde de expulsões do Campeonato Brasileiro
Uma pancadaria generalizada entre jogadores de Cruzeiro e Goiás resultou no recorde de cartões vermelhos em toda a história do Campeonato Brasileiro. A partida aconteceu, pela 3ª rodada, da 1ª fase, em 4/10/1979, no Serra Dourada. O árbitro carioca Aluísio Felisberto Silva se perdeu durante a partida e marcou um pênalti inexistente a favor do Goiás, que originou o gol de empate. Após o terceiro gol do Goiás, o atacante Éber, do Goiás, agrediu o zagueiro Marquinhos, do Cruzeiro, nas vistas do árbitro que não o expulsou. O lance revoltou os jogadores cruzeirenses e Marquinhos revidou provocando, em seguida, uma briga generalizada. O árbitro expulsou todos os jogadores e encerrou a partida. Mais tarde, na súmula, ele registrou que havia dado o cartão vermelho para 7 atletas de cada lado e que havia encerrado a partida por insuficiência de jogadores para cada lado. Bianque não participou dessa partida e, por causa das expulsões de Marquinhos e Zezinho Figueroa, foi escalado para formar a dupla de zaga titular, na rodada seguinte, contra o Atlético-MG, no Mineirão, em 7/10/1979. Mesmo sem 7 titulares, o Cruzeiro arrancou um empate (1-1) no clássico.

Máquina Azul
Com a saída do técnico Barbatana e o retorno de Ilton Chaves ao comando técnico do time, a partir da 5ª rodada (1ª fase), surgiu um Cruzeiro ofensivo que aplacou uma sequência de goleadas na Campeonato Brasileiro que levou a equipe a ser chamada pela nação cruzeirense de “Máquina Azul”. O time marcou 43 gols em 19 partidas e a média de 2,26 por jogo é ainda hoje a maior da história do clube em Campeonatos Brasileiros. No entanto, mesmo com a mudança de treinador, Bianque permaneceu mantido na reserva.

Máfia da Loteria Esportiva (II)
A vitória (4-2) sobre o Vitória, na Fonte Nova, em 14/10/1979, pela 6ª rodada (1ª fase) foi parte de um teste trabalhado pelo “Grupo de Manaus”, da Máfia da Loteria Esportiva, segundo denúncias publicadas pela Revista Placar. Por intermédio de Manuel Francisco do Nascimento, o Manu, superintendente da Federação Baiana de Futebol, eles garantiram as derrotas do Bahia para o Nacional (0-1), em Manaus, e do Vitória para o Cruzeiro (2-4), em Salvador. Bianque entrou no decorrer dessa partida substituindo Zezinho Figueroa.

Excursão à África
Bianque participou de outro momento histórico do clube em 1980. O Cruzeiro fez uma excursão à África e, pela primeira vez, disputou partidas nesse continente. Bianque participou de todos os quatro amistosos na Nigéria. Passou parte da temporada de 1980 como uma opção no banco de reservas e entrando no decorrer de algumas partidas. Mesmo após o zagueiro Marquinhos ter sido afastado do time titular por indisciplina, Bianque não retomou a titularidade. O técnico Ilton Chaves preferiu colocar o jovem Geraldão que surgiu na base do clube como um das grandes promessas do futebol brasileiro. 

Volta ao time
Após a saída de Ílton Chaves, o técnico Tim foi contratado e Bianque voltou a formar a dupla de zaga titular com Zezinho Figueroa a partir da fase final do Campeonato Mineiro.

Empréstimos
Em janeiro de 1981, o Cruzeiro quis envolvê-lo na negociação da compra dos atacantes Zé Henrique, artilheiro do Campeonato Goiano, e do júnior Gérson. A proposta incluía emprestar Bianque ao Vila Nova-GO e ainda ceder o passe definitivo de Erivelto ao clube goiano. Bianque foi emprestado ao Athletico Paranaense em 1982. Foi para o Sport Recife em 1983 envolvido na negociação da compra do zagueiro Ailton.

Todas as partidas de Bianque pelo Cruzeiro (pela ordem):
08/11/1978 - 3 x 1 Araxá - Campeonato Mineiro - Fausto Alvim (Araxá, MG)
12/11/1978 - 2 x 0 Caldense - Campeonato Mineiro - Mineirão
19/11/1978 - 3 x 2 Nacional - Campeonato Mineiro - Soares Azevedo (Muriaé, MG)*
22/11/1978 - 2 x 0 Valério - Campeonato Mineiro - Mineirão*
27/11/1978 - 2 x 0 Guarani - Campeonato Mineiro - Mineirão*
29/11/1978 - 1 x 0 Araguari - Campeonato Mineiro - Vasconcelos Montes (Araguari, MG)*
03/12/1978 - 2 x 1 América - Campeonato Mineiro - Mineirão*
06/12/1978 - 5 x 1 Uberlândia - Campeonato Mineiro - Mineirão*
10/12/1978 - 0 x 0 Uberaba - Campeonato Mineiro - Uberabão (Uberaba, MG)*
17/12/1978 - 0 x 0 Atlético - Campeonato Mineiro - Mineirão*
04/02/1979 - 3 x 1 Valério - Campeonato Mineiro - Mineirão*
11/02/1979 - 5 x 0 América - Campeonato Mineiro - Mineirão*
18/02/1979 - 1 x 2 Atlético - Campeonato Mineiro - Mineirão*
03/03/1979 - 1 x 0 Valério - Campeonato Mineiro - Mineirão*
11/03/1979 - 1 x 2 América - Campeonato Mineiro - Mineirão*
18/03/1979 - 0 x 0 Atlético - Campeonato Mineiro - Mineirão*
25/03/1979 - 3 x 1 Democrata - Amistoso - Mamudão (Gov. Valadares, MG)*
29/03/1979 - 2 x 1 Guarani - Amistoso - Farião (Divinópolis, MG)*
01/04/1979 - 1 x 1 São José - Amistoso - Martins Pereira (S. José, SP)*
24/06/1979 - 0 x 1 Nacional - Campeonato Mineiro - Soares Azevedo (Muriaé, MG)
27/06/1979 - 1 x 1 Guarani - Campeonato Mineiro - Mineirão*
30/06/1979 - 3 x 0 Araxá - Campeonato Mineiro - Mineirão*
04/07/1979 - 1 x 0 Esportiva Guaxupé - Campeonato Mineiro - Carlos Costa Monteiro (Guaxupé, MG)*
08/07/1979 - 5 x 2 Caldense - Campeonato Mineiro - Mineirão*
12/08/1979 - 1 x 0 Uberlândia - Campeonato Mineiro - Juca Ribeiro (Uberlândia, MG)*
01/09/1979 - 4 x 0 Guarani - Campeonato Mineiro - Mineirão*
05/09/1979 - 1 x 0 América - Campeonato Mineiro - Mineirão
09/09/1979 - 0 x 0 Atlético - Campeonato Mineiro - Mineirão*
07/10/1979 - 1 x 1 Atlético - Campeonato Brasileiro - Mineirão*
10/10/1979 - 3 x 0 Remo - Campeonato Brasileiro - Mineirão
14/10/1979 - 4 x 2 Vitória - Campeonato Brasileiro - Fonte Nova (Salvador, BA)
25/10/1979 - 5 x 0 Bahia - Campeonato Brasileiro - Mineirão*
28/10/1979 - 11 x 0 Sel. de Campo Belo - Amistoso - Fonte do Povo (Campo Belo, MG)*
07/11/1979 - 4 x 0 Dom Bosco-MT - Campeonato Brasileiro - Mineirão
11/11/1979 - 5 x 2 Americano - Campeonato Brasileiro - Americano (Campos dos Goitacazes, RJ)
15/11/1979 - 2 x 1 Comercial-MS - Campeonato Brasileiro - Mineirão*
21/11/1979 - 2 x 2 Uberaba - Campeonato Brasileiro - Uberabão (Uberaba, MG)*
25/11/1979 - 1 x 2 CSA - Campeonato Brasileiro - Trapichão (Maceió, AL)*
09/12/1979 - 1 x 1 Goiás - Campeonato Brasileiro - Serra Dourada (Goiânia, GO)
30/01/1980 - 1 x 0 Seleção da Nigéria - Amistoso - Nacional (Lagos, NIG)
01/02/1980 - 2 x 0 Shooting Stars (NIG) - Amistoso - Olimpic Ibadan (Ibadan, NIG)
03/02/1980 - 2 x 1 Bendel Insurance (NIG) - Amistoso - Nacional (Lagos, NIG)*
09/02/1980 - 1 x 1 Seleção da Nigéria - Amistoso - Nacional (Lagos, NIG)
24/02/1980 - 1 x 1 Operário - Campeonato Brasileiro - Morenão (Campo Grande, MS)*
27/02/1980 - 0 x 0 Remo - Campeonato Brasileiro - Mineirão*
01/03/1980 - 0 x 0 Colorado-PR - Campeonato Brasileiro - Mineirão*
08/03/1980 - 2 x 1 Joinville - Campeonato Brasileiro - Mineirão*
16/03/1980 - 1 x 3 Corinthians - Campeonato Brasileiro - Pacaembu (S. Paulo)
20/03/1980 - 0 x 0 CRB - Campeonato Brasileiro - Mineirão*
23/03/1980 - 2 x 1 Botafogo - Campeonato Brasileiro - Mineirão*
30/03/1980 - 0 x 3 Bahia - Campeonato Brasileiro - Fonte Nova (Salvador, BA)*
06/04/1980 - 3 x 1 Fluminense - Campeonato Brasileiro - Mineirão*
13/04/1980 - 3 x 0 Botafogo-PB - Campeonato Brasileiro - Almeidão (João Pessoa, PB)*
16/04/1980 - 1 x 0 Sport Recife - Campeonato Brasileiro - Ilha do Retiro (Recife, PE)*
20/04/1980 - 1 x 1 Botafogo-PB - Campeonato Brasileiro - Mineirão*
15/05/1980 - 0 x 2 Guarani - Campeonato Brasileiro - Mineirão*
18/05/1980 - 0 x 1 Internacional - Campeonato Brasileiro - Beira-Rio (Porto Alegre, RS)*
15/06/1980 - 1 x 2 Uberaba - Amistoso - Mineirão*
23/10/1980 - 2 x 0 Democrata-GV - Campeonato Mineiro - Mineirão*
02/11/1980 - 2 x 2 América - Campeonato Mineiro - Mineirão
12/11/1980 - 1 x 0 Valério - Campeonato Mineiro - Mineirão
16/11/1980 - 1 x 1 América - Campeonato Mineiro - Mineirão*
19/11/1980 - 4 x 0 Esportiva Guaxupé - Campeonato Mineiro - Mineirão*
23/11/1980 - 0 x 0 Uberaba - Campeonato Mineiro - Uberabão (Uberaba, MG)*
26/11/1980 - 2 x 1 Democrata-GV - Campeonato Mineiro - Mineirão*
30/11/1980 - 0 x 2 Atlético - Campeonato Mineiro - Mineirão
Obs: em asterisco as partidas como titular

Campeonato Brasileiro - 1979-80 - 24 partidas
Campeonato Mineiro - 1978-80 - 33 partidas
Amistosos - 1979-80 - 9 partidas
Total: 57 partidas oficiais

BERTO - Lateral esquerdo do Cruzeiro no Campeonato Brasileiro de 1978


BERTO
Lateral esquerdo. Hildiberto Alves (São Paulo, SP, 18/11/1954). Veio do Itumbiara para o Cruzeiro em 1978. Foi titular durante a campanha do Campeonato Brasileiro, mas perdeu a posição para Ângelo e foi reserva durante a campanha do Campeonato Mineiro. Após o término da primeira fase do Estadual, foi emprestado ao América-SP, em janeiro de 1979. Retornou em abril, mas foi pouco aproveitado no time. Foi para o Mixto em 1983.

Todas as partidas de Berto pelo Cruzeiro (pela ordem):
26/02/1978 - 3 x 1 Ceará - amistoso - Castelão (Fortaleza, CE)*
28/02/1978 - 2 x 0 Ferroviário-CE - amistoso - PV (Fortaleza, CE)*
02/03/1978 - 1 x 2 Botafogo-PB - Amistoso - Almeidão (João Pessoa, PB)*
04/03/1978 - 1 x 1 Itumbiara - Amistoso - JK (Itumbiara, GO)*
07/03/1978 - 2 x 1 Uberaba - Amistoso - Uberabão (Uberaba, MG)*
02/04/1978 - 4 x 1 América - Campeonato Brasileiro - Mineirão*
06/04/1978 - 6 x 0 Uberlândia - Campeonato Brasileiro - Mineirão*
09/04/1978 - 2 x 2 Santa Cruz - Campeonato Brasileiro - Arruda (Recife, PE)*
12/04/1978 - 3 x 0 Campinense - Campeonato Brasileiro - Amigão (Campina Grande, PB)*
16/04/1978 - 2 x 1 ABC - Campeonato Brasileiro - Castelão (Natal, RN)*
23/04/1978 - 2 x 0 Atlético - Campeonato Brasileiro - Mineirão*
26/04/1978 - 3 x 1 Uberaba - Campeonato Brasileiro - Uberabão (Uberaba, MG)*
30/04/1978 - 1 x 0 Villa Nova - Campeonato Brasileiro - Mineirão*
07/05/1978 - 4 x 3 Botafogo-PB - Campeonato Brasileiro - Mineirão*
10/05/1978 - 1 x 2 Nautico - Campeonato Brasileiro - Arruda (Recife, PE)*
14/05/1978 - 1 x 1 América-RN - Campeonato Brasileiro - Castelão (Natal, RN)*
21/05/1978 - 0 x 0 Atlético - Campeonato Brasileiro - Mineirão*
24/05/1978 - 1 x 0 Mixto - Campeonato Brasileiro - Verdão (Cuiabá, MT)*
28/05/1978 - 1 x 1 Internacional - Campeonato Brasileiro - Mineirão*
04/06/1978 - 1 x 1 Palmeiras - Campeonato Brasileiro - Pacaembu (S. Paulo)*
24/06/1978 - 1 x 0 Ponte Preta - Campeonato Brasileiro - Mineirão*
02/07/1978 - 2 x 2 Vasco da Gama - Campeonato Brasileiro - Mineirão*
16/07/1978 - 0 x 1 Bahia - Campeonato Brasileiro - Fonte Nova (Salvador, BA)*
20/07/1978 - 0 x 0 Americano - Campeonato Brasileiro - Americano (Campos dos Goitacazes, RJ)
23/07/1978 - 1 x 1 Corinthians - Campeonato Brasileiro - Morumbi (S. Paulo)*
27/07/1978 - 1 x 0 Villa Nova - Campeonato Brasileiro - Mineirão*
04/10/1978 - 3 x 0 Uberaba - Campeonato Brasileiro - Mineirão*
08/10/1978 - 1 x 1 Caldense - Campeonato Mineiro - Cristiano Osório (Poços de Caldas, MG)*
12/10/1978 - 1 x 0 Valério - Campeonato Mineiro - Israel Pinheiro (Itabira, MG)*
15/10/1978 - 0 x 0 Uberlândia - Campeonato Mineiro - Juca Ribeiro (Uberlandia, MG)*
18/10/1978 - 2 x 1 Araguari - Campeonato Mineiro - Mineirão*
22/10/1978 - 1 x 1 Atlético - Campeonato Mineiro - Mineirão*
25/10/1978 - 2 x 0 Nacional (Muriaé) - Campeonato Mineiro - Mineirão*
06/12/1978 - 5 x 1 Uberlândia - Campeonato Mineiro - Mineirão*
15/04/1979 - 3 x 1 Valério - Campeonato Mineiro - Mineirão
22/04/1979 - 0 x 1 Nacional (Uberaba) - Campeonato Mineiro - Mineirão*
24/02/1980 - 1 x 1 Operário - Campeonato Brasileiro - Morenão (Campo Grande, MS)*
27/02/1980 - 0 x  0 Remo - Campeonato Brasileiro - Mineirão
01/03/1980 - 0 x 0 Colorado-PR - Campeonato Brasileiro - Mineirão*
Obs: em asterisco as partidas como titular

Campeonato Brasileiro - 1978/80 - 23 partidas
Campeonato Mineiro - 1978-79 - 11 partidas
Amistosos - 1978 - 5 partidas
Total: 34 partidas oficiais

sábado, 9 de março de 2024

BENDELACK - atacante do Cruzeiro no Campeonato Brasileiro de 1982

BENDELACK
Ponta direita. Raimundo Augusto Cunha do Rosário (Parintins, PA, 19/8/1956) (Santarém, PA, 19/8/1955). Bendelack disputou a Libertadores de 1981 emprestado ao Wilstermann da Bolívia e foi um dos adversários do Flamengo na 2ª fase. O presidente do Cruzeiro, Carmine Furletti, assistiu a partida pela TV e viu Bendelack dar muito trabalho ao lateral esquerdo Júnior, da Seleção Brasileira. A partir daí surgiu o interesse em sua contratação. Em fevereiro de 1982, veio emprestado do Nacional, de Manaus, durante a disputa do Campeonato Brasileiro. Carlinhos Sabiá era o titular do Cruzeiro e havia sido eleito o craque-revelação e melhor ponta direita do futebol mineiro de 1981. O contrato de Carlinhos vencia em abril de 1982 e a contratação de Bendelack também serviu como um manobra para colocar Carlinhos na reserva. Assim, Carlinhos, em abril, discutiria os valores para a renovação do seu contrato como atleta reserva e desvalorizado. Assim que chegou, Bendelack foi escalado como titular pelo técnico Brito na reta final da primeira fase. Após 5 partidas foi para a reserva e Carlinhos assumiu a posição. 

Tempos de Bendelack e Toby
A frase "o time está tuim ruim, como o dos tempos de Bendelack e Toby" passou a ser uma referência de time medíocre para a geração de torcedores cruzeirenses que vivenciaram a campanha desastrosa no Campeonato Brasileiro de 1982. A frase permaneceu entre os torcedores cruzeirenses até meados da década de 1990. O time formado pela diretoria para a disputa daquele Brasileirão contou com as contratações do atacante Bendelack e do armador Toby - que eram desconhecidos e atendiam por apelidos diferentes. A campanha foi um vexame histórico. Muitos atletas contratados que formaram a Legião Estrangeira do Campeonato Mineiro de 1981 foram dispensados após a disputa, além dos contratados para o Brasileirão de 1982. Bendelack foi um deles e ele chegou ao Cruzeiro, justamente, acompanhado de Toby. 

Classificação na repescagem
Na primeira fase, o time sofreu goleadas históricas para Bangu, Mixto, Bahia e Operário (MS) e quase foi eliminado. Nem Bendelack e nem Toby haviam chegado ao clube e ambos não disputaram estas partidas. Ambos chegaram no momento de reação do time na reta final da primeira fase. Para se classificar para a segunda fase, o Cruzeiro teve que disputar uma partida (de repescagem) contra a Desportiva (ES). O time venceu por 1-0, com gol do zagueiro Abel e se classificou. Bendelack foi um dos titulares desta partida.

Eliminação para a Anapolina e fim da Legião Estrangeira
Na segunda fase, o Cruzeiro foi eliminado após sofrer duas derrotas para a Anapolina, sendo a segunda, em pleno Mineirão. Bendelack esteve em campo na primeira dessas duas derrotas. Após a segunda derrota para a Anapolina, a diretoria comunicou a dispensa do técnico Brito e a contratação do experiente Yustrich para substituí-lo. Ainda restava a última partida contra o Fluminense e o lateral direito Nelinho se recusou a continuar no clube após a contratação de Yustrich. Ambos haviam se desentendido na última passagem do técnico pelo Cruzeiro em 1977. Em crise e já eliminado, o time se despediu do Brasileirão sofrendo uma goleada por 4-0 para o Fluminense, no Maracanã. Bendelack entrou no decorrer dessa partida no lugar de Macedo. Após o Brasileirão, uma crise politica se instalou no clube. Conselheiros exigiram a renúncia do presidente Felício Brandi e até um impeachment foi proposto em 5 de maio. Bendelack cumpriu o contrato de empréstimo até o final e, após a disputa da Taça dos Campeões Brasileiros (torneio amistoso organizado pela CBF) foi devolvido ao Nacional. No entanto, tanto ele, quanto Toby, permaneceram na memória dos cruzeirenses durante muitos anos.

Todas as partidas de Bendelack pelo Cruzeiro (pela ordem):
09/02/1982 - 3 x 0 Mixto - Campeonato Brasileiro - Mineirão*
13/02/1982 - 2 x 1 Bangu - Campeonato Brasileiro - Mineirão*
24/02/1982 - 1 x 0 Desportiva - Campeonato Brasileiro - Mineirão*
28/02/1982 - 2 x 2 Fluminense - Campeonato Brasileiro - Mineirão*
20/03/1982 - 0 x 1 Anapolina - Campeonato Brasileiro - Mineirão
24/03/1982 - 0 x 4 Fluminense - Campeonato Brasileiro - Maracanã (Rio de Janeiro)
02/05/1982 - 2 x 2 Atlético - Taça dos Campeões - Mineirão*
08/05/1982 - 1 x 1 Grêmio - Taça dos Campeões - Olímpico (Porto Alegre, RS)*
30/05/1982 - 1 x 2 Grêmio - Taça dos Campeões - Mineirão*
Obs: em asterisco as partidas como titular

Total: 6 partidas oficiais

domingo, 3 de março de 2024

BEPPINO - zagueiro do Cruzeiro em 1921/22

BEPPINO
Zagueiro

Todas as partidas de Beppino pelo Cruzeiro (pela ordem):
18/09/1921 - 1 x 1 Villa Nova - amistoso - Quintas (Nova Lima, MG)*
15/01/1922 - 1 x 1 Villa Nova - amistoso - Prado*
Obs: em asterisco as partidas como titular

Obs: As súmulas das partidas do futebol mineiro até 1984 não existem mais nos arquivos da Federação Mineira. Essas foram as partidas que minha pesquisa conseguiu encontrar nos poucos jornais que restaram no período da década de 1920 na Biblioteca Pública. O Cruzeiro não guardou cópias das súmulas neste período.

sexta-feira, 1 de março de 2024

BASSI - primeiro lateral esquerdo da história do Cruzeiro

BASSI
Médio-esquerdo. Antônio Bassi. Foi o primeiro médio-esquerdo (posição que passou a ser chamada de lateral esquerda décadas mais tarde) da história do Cruzeiro. Foi titular no amistoso contra o Combinado Villa Nova/Palmeiras que foi a primeira partida da história do Cruzeiro. Também integrou o quadro secundário (aspirantes) em 1921.

Todas as partidas de Bassi pelo Cruzeiro (pela ordem):
03/04/1921 - 2 x 0 Combinado Palmeiras/Villa Nova - Amistoso - Prado*
18/09/1921 - 1 x 1 Villa Nova - Amistoso - Quintas (Nova Lima, MG)*
02/10/1921 - 0 x 2 Sete - Campeonato da Cidade - Prado*
23/10/1921 - 5 x 1 Guarany - Campeonato da Cidade - Prado*
30/10/1921 - 3 x 4 América - Campeonato da Cidade - Prado*
15/01/1922 - 1 x 1 Villa Nova - Amistoso - Prado*
13/08/1922 - 2 x 0 Sete - Campeonato da Cidade - Prado*
Obs: em asterisco as partidas como titular

Campeonato da Cidade - 1921-22 - 4 partidas
Amistosos - 1921-22 - 3 partidas
Total: 4 partidas oficiais

Obs: As súmulas das partidas do futebol mineiro até 1984 não existem mais nos arquivos da Federação Mineira. Essas foram as partidas que minha pesquisa conseguiu encontrar nos poucos jornais que restaram no período da década de 1920 na Biblioteca Pública. O Cruzeiro não guardou cópias das súmulas neste período.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

BAIANO - atacante reserva do Cruzeiro Tricampeão Mineiro de 1972/73/74


BAIANO
. Atacante. Waldir Pereira Souza (Januária, MG, 4/10/1951; +Belo Horizonte, MG, 9/4/1990). Disputou 104 partidas oficiais e marcou 11 gols entre 1971 e 1975, além de 17 amistosos em que marcou 1 gol. Campeão Mineiro de 1972, 1973 e 1974. 

Parceria com o Atlético Três Corações no Campeonato Mineiro de 1970
O atacante Baiano surgiu no juvenil do Cruzeiro em 1967 e veio trazido de Januária pelo seu irmão. Com a extinção dos aspirantes em 1969, os atletas que formavam a categoria ficaram sem atividade. Foi aí que o atacante Baiano participou de um momento histórico. A diretoria do Cruzeiro firmou uma parceria com o Atlético Três Corações e emprestou todo os atletas aspirantes mais a comissão técnica, para a disputa do Campeonato Mineiro de 1970. O Atlético tricordiano passou a ser uma espécie de filial do Cruzeiro naquele estadual. Isto não havia acontecido antes na história dos estaduais. Assim foram emprestados Miro, Marcílio, Peconick, Aloísio, Geraldo Galvão, Zé Maria, Valdir, Luiz Fábio (o Ananias), Baiano, Batista, Petronilho, Jeremias e etc. A equipe terminou o estadual na 9a posição e, curiosamente, tirou um ponto do próprio Cruzeiro no Campeonato, quando arrancaram um empate (0-0), no Mineirão. O goleiro Tião ainda defendeu um pênalti cobrado por Zé Carlos. Ao retornar foi emprestado ao Fluminense de Araguari

Venezuela e Maracanazo
Em 1971 seguiu o caminho de muitos atletas jovens do clube nos anos 60 que, sem espaço no time profissional, eram emprestados ao futebol venezuelano, onde se ofereciam bons contratos. Foi pro Deportivo Italia da Venezuela para a disputa da Taça Libertadores. Participou da vitória histórica (1-0) do Deportivo Italia sobre o Fluminense, no Maracanã. O resultado foi considerado como a primeira zebra da Libertadores e levou o apelido de Maracanazo - uma alusão a final da Copa do Mundo de 1950 em que o Brasil, favorito ao título, foi surpreendido pelo Uruguai. Naquele time do Deportivo Itália, o técnico era Elmo, ex-atacante do Cruzeiro, e ainda contava com outros dois atletas que tiveram passagem pelo Cruzeiro como o o lateral Tenório (autor do gol histórico), o zagueiro Vicente e o goleiro Vito Fassano. Baiano participou desta partida histórica para o futebol venezuelano substituindo no decorrer da partida o atacante Alcyr Freitas.

Integrado ao profissional
Ao retornar da Venezuela, Baiano foi integrado ao time profissional do Cruzeiro. No Campeonato Brasileiro de 1971 foi reserva imediato de Roberto Batata e participou de 9 partidas. No ano seguinte, disputou 6 partidas da campanha do título estadual de 1972, incluindo a decisão contra o Atlético, vencida na prorrogação. Também fez 11 partidas pelo Campeonato Brasileiro. Já em 1973, firmou-se no plantel e passou a ser muito utilizado a partir da Taça Minas Gerais - competição criada pela Federação Mineira naquele ano para anteceder o Campeonato Mineiro. 

Baiano foi a origem da polemica na decisão contra o Vasco
Ainda como reserva imediato de Roberto Batata, o ponta direita Baiano foi aproveitado em metade das partidas da campanha do Campeonato Brasileiro de 1974 em que Cruzeiro e Vasco terminaram empatados na primeira colocação. O título foi decidido em partida única, no Maracanã, após o Cruzeiro ter sido penalizado pelo STJD, com a perda do mando de campo, devido a uma invasão de campo na partida contra o mesmo Vasco, no quadrangular final, no Mineirão. A decisão foi transferida de BH para o Rio. Foi de Baiano o lance polemico da partida quando o Vasco vencia por 2 a 1. Ele desarmou o lateral esquerdo Alcir na linha lateral e cruzou a bola para a área. O volante Zé Carlos completou de cabeça marcando o gol. No entanto, o lance foi anulado pelo árbitro Armando Marques que alegou que Baiano havia puxado o lateral esquerdo Alfinete antes de correr para a área e fazer o cruzamento. O gol de Zé Carlos não foi validado e o Vasco manteve o resultado de 2 a 1 sagrando-se campeão brasileiro. 

Pouco aproveitado
Após o término do Brasileirão, Baiano foi aproveitado em apenas 4 partidas na campanha do título do tricampeonato mineiro de 1974. No ano seguinte voltou a ser pouco aproveitado e, após a eliminação da Libertadores, foi para o Náutico em 1975.

BATISTA - atacante reserva do Cruzeiro Tricampeão Mineiro de 1965/66/67


BATISTA. Atacante. Eustáquio Batista de Araújo (Caeté, MG, 5/10/1945). Disputou 13 partidas oficiais e marcou 3 gols entre 1965/67. Campeão Mineiro de 1965/66/67 e Campeão Brasileiro de 1966 (como inscrito).
Veio do Ferro Brasileiro de Caeté pro juvenil do Cruzeiro em 1964. Disputou o Campeonato Mineiro Juvenil de 1964 e 1965 e foi promovido ao elenco profissional em julho de 1965 junto com Tino, Natal, Careca e Santos. 
Durante a disputa do Campeonato Mineiro de 1965, o titular era Marco Antônio e Batista teve a oportunidade de participar de duas partidas da campanha do primeiro título da Era Mineirão - o estádio havia sido inaugurado naquele ano. No entanto, as partidas que Batista disputou não foram no Mineirão. Ele entrou nas partidas contra o América, no Horto, e contra o Guarani, em Divinópolis. Em 1966, Marco Antônio deixou o clube, mas a diretoria cruzeirense trouxe Evaldo que estava na reserva do Fluminense. Evaldo se firmou na equipe titular e Batista tornou-se o seu reserva imediato. Foi aproveitado em amistosos e em 6 partidas na campanha do bicampeonato estadual tendo, inclusive, marcado 3 gols. Foi inscrito no Campeonato Brasileiro de 1966 em que o Cruzeiro conquistou o título, mas não participou de nenhuma partida. 
Na temporada de 1967, o Cruzeiro contratou o atacante Davi que passou a disputar posição com Evaldo e Batista passou a ser menos utilizado. Ainda assim sua passagem foi marcante naquele ano. Com os clubes brasileiros impedidos pela CBD de saírem do país durante a disputa do Campeonato Brasileiro de 1967, Batista integrou o time reserva que disputou duas partidas pela primeira fase da Libertadores no Peru. A vitória sobre o Sport Boys e o empate contra o Universitário garantiram a classificação do Cruzeiro para a semifinal. Na sequência os reservas ainda fizeram uma excursão aos Estados Unidos e ao México. Batista ainda participou de duas partidas da conquista do tricampeonato estadual de 1967, contra o Atlético e o Villa Nova.
Sem espaços no time titular, já que o atacante Palhinha passou a ser aproveitado no time, Batista passou a ser envolvido em vários empréstimos a partir de 1968. Foi emprestado ao Villa Nova em 8/2/1968. Em seguida foi emprestado ao Bangu (RJ) onde nem chegou a jogar. 

Venezuela
Seguiu o caminho de muitos atletas jovens do clube nos anos 60 que, sem espaço no time profissional, eram emprestados ao futebol venezuelano, onde se ofereciam bons contratos. Foi emprestado por 6 meses ao Deportivo Italia da Venezuela em 15/10/1968 por US$ 3mil. No clube venezuelano jogou ao lado de outros ex-cruzeirenses como o atacante Wilson Almeida e o lateral Tenório. Foi emprestado por um ano ao Rodoviária (AM) em março de 1970. Foi emprestado ao Cassimiro de Abreu (MG) em 1971. Recebeu o atestado liberatório em 1972.

Deportivo Italia 1970: Batista ao centro agachado. 
Wilson Almeida é o último agachado a direita. Tenório é o último em pé a direita.

BUENO - zagueiro do Atlético que veio pro aspirante do Cruzeiro em 1966


BUENO
. Zagueiro. Bueno Fernandes (Vitória, ES, 30/12/1936; +29/01/1998). Disputou 1 jogo-treino festivo no feriado do trabalhador em 1966 contra o Defelê-DF, em Brasília. Entrou na vaga de Celton durante o jogo-treino. 
Veio do Atlético onde atuou como titular entre 1959/65. Participou da Seleção Mineira de 1965 nos três amistosos festivos de inauguração do Mineirão. Ao se desligar do Atlético, veio para o Cruzeiro em 1966, mas atuou apenas em partidas dos aspirantes e sagrou-se campeão mineiro da categoria em 1966.

Venezuela
Foi levado pelo ex-zagueiro Mirim para o Deportivo Canárias da Venezuela em 7/3/1967. Ao retornar ao Brasil foi para o Rio Branco (ES) em 1968.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

BRITO - zagueiro do Cruzeiro no Campeonato Brasileiro de 1970

BRITO. Zagueiro. Hércules Brito Ruas (Rio de Janeiro, RJ, 09/08/1939). Disputou 16 partidas oficiais entre 1970/71, além de 15 amistosos.
Após a saída de William no returno do Campeonato Estadual de 1967, a diretoria do Cruzeiro tentou encontrar um substituto. Por diferentes motivos as contratações causaram frustrações e a imprensa passou a tratar essa maré de azar do clube como "a maldição da camisa 2". O zagueiro Viktor não agradou, o zagueiro Eduardo ficou menos de um mês no clube, Ditão só causou problemas extra campo e Mario Tito não correspondeu. Então, a diretoria foi buscar Brito que estava em litígio no Flamengo. No entanto, ele foi a quinta tentativa frustrada de se contratar um camisa 2, já que não pode ficar por muito tempo, devido a interferência externa do presidente da CBD, João Havelange, que o tirou do Cruzeiro.
Veio por empréstimo do Flamengo, em setembro de 1970, após desentender-se com o técnico Yustrich, que o colocou na reserva, assim que ele retornou da Seleção Brasileira, após o título mundial no México. Sua chegada provocou uma iniciativa inédita na história do clube. Pela primeira vez, o Cruzeiro comunicou a Federação Mineira uma entrega dos pontos ao Atlético, já que pretendia escalar Brito - que não estava inscrito no Estadual. O alvinegro já havia confirmado o título estadual por antecipação e o clássico pela última rodada serviria para cumprir tabela. Com Brito como atração, foram vendidos mais de 60 mil ingressos para o clássico que terminou empatado em 1 a 1. 
Na estreia do Campeonato Brasileiro contra o Botafogo, Brito reviveu ao lado de Piazza, a formação da zaga da campanha do título mundial da Seleção Brasileira. No entanto, na maior parte do Brasileirão, ele formou dupla com Darci Menezes.
Ainda magoado com Yustrich vingou-se do técnico na partida contra o Flamengo, no Mineirão. Ele comemorou o terceiro gol do Cruzeiro tirando a camisa e mostrando para o técnico. No fim da partida, ele foi até o túnel do Flamengo e jogou sua camisa pesada de suor e água da chuva na cara do "Homão" - que era o apelido de Yustrich. “Eu precisava humilhá-lo como ele fez publicamente comigo. Yustrich não é o homão, é um homem velho”, justificou. Ele ainda pediu ao repórter Michel Laurence, da revista Placar: "ponha isso na reportagem que ele vai ficar morrendo de raiva". Fontana que foi seu companheiro de zaga na Seleção e que se recuperava de uma lesão o apoiou: “Talvez eu fizesse até pior”. O lance resultou numa charge do cartunista Henfil. Numa viagem de avião para Belo Horizonte, coincidentemente, Yustrich ficou ao lado de Brito. “Tive vontade de sequestrar o avião e levá-lo a um aeroporto bem isolado, para aplicar um corretivo nele. Mas fiquei com pena. Ele estava tão apavorado que parecia uma boneca – só movia os olhos” - disse o técnico em uma entrevista a Revista Placar.
Com quatro campeões mundiais no time, Piazza, Tostão, Fontana e Brito, o Cruzeiro chegou as finais do Campeonato Brasileiro que era decidido num quadrangular, mas acabou perdendo as chances de conquistar o título numa arbitragem mal intencionada de Sebastião Rufino, contra o Fluminense, no Mineirão. Rufino seria o mesmo árbitro que prejudicaria o Cruzeiro na partida contra o Vasco, no Mineirão, pelo Brasileiro de 1974. 
No ano seguinte, para escapar da grave crise financeira que atravessava o Cruzeiro, o Cruzeiro decidiu aproveitar a presença de quatro campeões mundiais no plantel e contratou os serviços dos empresários Jorge Guttman e Samuel Ratinoff para agendar excursões ao exterior no primeiro semestre em busca de cotas em dólar. Assim, a diretoria decidiu escalar os reservas no deficitário no Campeonato Mineiro. Foi o início da era "Cruzeiro Exportação". A iniciativa sofreu resistência da Confederação Brasileira do Desporto-CBD, da Federação Mineira e dos clubes do interior que exigiram a presença do time titular do Cruzeiro no Estadual. A primeira excursão com 9 amistosos pelo Uruguai, Bolívia, Colômbia e Peru, rendeu US$ 90 mil (Cr$ 477 mil) ao clube. O valor representava quase o valor que sobrava ao clube nas rendas das partidas pelo Estadual no Mineirão. O Cruzeiro sofreu retaliações e a primeira delas partiu do presidente da Confederação Brasileira do Desporto-CBD, João Havelange, que intermediou a negociação de empréstimo de Brito ao Botafogo em troca de uma dívida do Flamengo com a CBD, em 28/2/1971. Ao se despedir de seus companheiros no Cruzeiro, Brito chorou e desabafou: "Preferia ficar no Cruzeiro". Saiu acusando o Flamengo e João Havelange de imporem sua transferência. Após a saída de Brito, a CBD continuou as retaliações. Durante a terceira excursão ao exterior, o Conselho Nacional do Desporto-CND publicou uma portaria exigindo o retorno do time ao Brasil. Caso não retornasse e disputasse o restante do Estadual com os titulares, o time seria excluído do Campeonato Brasileiro.
Como atleta do Cruzeiro, Brito disputou um amistoso pela Seleção Brasileira contra o Chile em setembro de 1970.

segunda-feira, 17 de outubro de 2022

BRUNO SONECA - meio-campista reserva do Cruzeiro no Campeonato Brasileiro de 2008


BRUNO
Meio-campista. Bruno Ferraz das Neves (Porto Alegre, RS, 11/6/1984). Veio por empréstimo sem custos do Santa Cruz-RS em 1/4/2008 e assinou contrato de um ano. Bruno foi revelado pelo Grêmio e chegou a ser apontado como o "Novo Ronaldinho Gaúcho", mas virou o "Bruno Soneca". No Cruzeiro, teve vários concorrentes para a posição, como Wagner, Marcinho, Leandro Domingues, Sandro, Maicosuel e Luiz Fernando. Chegou após o prazo para inscrições no Campeonato Mineiro e pode ser aproveitado na competição. No entanto, em 28/04/2008, foi inscrito a partir da terceira fase (oitavas de final) da Libertadores, na vaga de Fernandinho, que estava lesionado. No entanto, não disputou nenhuma partida. No Campeonato Brasileiro, o técnico Adilson Batista o escalou em algumas partidas, mas Bruno não agradou e foi dispensado em dezembro antes de encerrar o vínculo.

Todas as partidas de Bruno pelo Cruzeiro (pela ordem):
10/05/2008 - 2 x 0 Vitória - Campeonato Brasileiro - Barradão (Salvador, BA)*
17/05/2008 - 1 x 0 Botafogo - Campeonato Brasileiro - Mineirão
25/05/2008 - 4 x 0 Santos- Campeonato Brasileiro - Mineirão
29/06/2008 - 1 x 1 São Paulo- Campeonato Brasileiro - Mineirão
10/07/2008 - 2 x 2 Ipatinga - Campeonato Brasileiro - Lamegão (Ipatinga, MG)
16/07/2008 - 1 x 0 Athletico-PR- Campeonato Brasileiro - Mineirão*
24/08/2008 - 0 x 2 Santos - Campeonato Brasileiro - Vila Belmiro (Santos, SP)
Obs: em asterisco as partidas como titular

Total: 7 partidas pelo Campeonato Brasileiro de 2008

quinta-feira, 10 de junho de 2021

BARULLI - atacante do Cruzeiro no Campeonato da Cidade de 1921


BARULLI
Atacante. Armando Barulli. Disputou 2 partidas pelo Campeonato da Cidade de 1921. Participou da primeira temporada oficial da história do Cruzeiro em 1921. Foi para o time secundário em 1924.

Todas as partidas de Alexandre pelo Cruzeiro (pela ordem):
02/10/1921 - 0 x 2 Sete - Campeonato da Cidade - Prado*
23/10/1921 - 5 x 1 Guarany - Campeonato da Cidade - Prado*
Obs: em asterisco as partidas como titular

quarta-feira, 19 de maio de 2021

BRANDÃO - atacante do Cruzeiro no Campeonato Brasileiro de 2011

Crédito da foto: Washington Alves

BRANDÃO
Atacante. Evaeverson Lemos Brandão (Brusque, SC, 16/06/1980). Veio emprestado pelo Olympique de Marselha da França, gratuitamente, em 19/3/2011, até dezembro. Estava atuando na Europa desde 2004. Brandão respondia a um processo por estupro de uma jovem de 23 anos ocorrido no dia 2/3/2011, na França. O caso ocorreu numa madrugada, em Aix-en-Provence. A vítima - Emanuela Molina - disse que foi atacada no carro do jogador, quando Brandão a levava para casa, depois que ambos deixaram uma discoteca de Aix-en-Provence, cidade próxima a Marselha. Teve a prisão preventiva decretada em 9/3/2011, mas foi solto posteriormente com a possibilidade de deixar o país. Exames apontaram que ambos estavam embriagados. Brandão alega que teve relação sexual com o consentimento da jovem. Ainda assim, o presidente do Olympique de Marselha, Jean-Claude Dassier, considerou o caso grave, por ter ocorrido às vésperas de um jogo importante contra o Lille. ”Eu não vou comentar porque sou respeitador da presunção de inocência. O que mais me choca é que às 5 ou 6 horas da manhã de 2 de março, a quatro dias do jogo com o Lille, e em um dia de treinamento, o atleta é pego embriagado. Isto não é aceitável. Ele não se comportou como um profissional a poucos dias uma partida importante”, disse. Sentindo que Brandão não teria mais ambiente no Olympique, Jean-Claude Dassier entendeu que o melhor era a liberação do atacante para evitar a repercussão negativa que o caso tomou na França. O vínculo de Brandão vigoraria com o Olympique até julho de 2013. Brandão teve uma passagem apagada pelo Cruzeiro. Não atuou os 90 minutos completos em nenhuma partida que participou. Em 3/8/2011 acertou sua transferência para o Grêmio. Foi inocentado da acusação de estupro, em 28/09/2012, por inconsistências nas provas e contradições no processo, principalmente no depoimento da mulher. 

Fora do Mineirão
Brandão atuou pelo Cruzeiro em um momento histórico do clube que foi a ausência do time no Mineirão. O estádio estava em reforma desde 2010 para ser preparado para a Copa do Mundo no Brasil em 2014. Assim, o Cruzeiro passou a mandar as suas partidas na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG), desde 2010, já que o estádio Independência, também estava em reforma. Assim, Brandão jamais atuou com a camisa do Cruzeiro no Mineirão.

Todas as partidas de Brandão pelo Cruzeiro (pela ordem):
27/04/2011 - 2 x 1 Once Caldas (Colômbia) - Libertadores - Palogrande (Manizales, COL)*
29/05/2011 - 1 x 1 Palmeiras - Campeonato Brasileiro - Arena do Jacaré (Sete Lagoas, MG)*
04/06/2011 - 1 x 2 Fluminense - Campeonato Brasileiro (Rio de Janeiro)
18/06/2011 - 1 x 1 América-MG - Campeonato Brasileiro - Arena do Jacaré (Sete Lagoas, MG)
25/06/2011 - 2 x 1 Coritiba - Campeonato Brasileiro - Arena do Jacaré (Sete Lagoas, MG)
09/07/2011 - 1 x 2 São Paulo - Campeonato Brasileiro - Morumbi (S. Paulo)
Obs: em asterisco as partidas como titular

Libertadores - 2011 - 1 partida
Campeonato Brasileiro - 2011 - 5 partidas
Total: 6 partidas oficiais

sábado, 27 de março de 2021

BRUNINHO - meia atacante reserva do Cruzeiro em 2011


BRUNINHO
Meia atacante. Jefferson Bruno Ferreira dos Santos (Feira de Santana, BA, 08/02/1990). Emprestado pelo Bahia de Feira de Santana (BA), em 20/5/2011, após se destacar na campanha do título baiano Sub 20. O Cruzeiro reformulou parte do plantel e dispensou alguns atletas que atuaram no primeiro semestre. Bruninho fez parte de um pacote de reforços promovido pelo diretor Dimas Fonseca para a disputa do Brasileirão. Em sua primeira entrevista o meia atacante disse: "Me falaram que baianos chegam aqui e se destacam. Espero ajudar o Cruzeiro a ser campeão brasileiro". Não correspondeu as expectativas e passou toda a temporada na reserva. Foi emprestado ao Nacional de Nova Serrana (MG), em 5/1/2012, para a disputa do Campeonato Mineiro e, para o Ceará, em 15/6/2012, para a disputa da Série B do Brasileirão. Foi dispensado do Ceará em 24/10/2012. No final do ano foi devolvido ao Bahia de Feira de Santana.

Fora do Mineirão
Bruninho atuou pelo Cruzeiro em um momento histórico do clube que foi a ausência do time no Mineirão. O estádio entrou em reformas a partir de julho de 2010 para ser preparado para a Copa do Mundo no Brasil em 2014. Assim, o Cruzeiro passou a mandar as suas partidas em estádios do interior do estado, principalmente, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG), já que o estádio Independência, também estava em reforma. Assim, Bruninho nunca atuou com a camisa do Cruzeiro no Mineirão.

Todas as partidas de Bruninho pelo Cruzeiro (pela ordem):
07/08/2011 - 2 x 3 Internacional - Campeonato Brasileiro - Beira-Rio (Porto Alegre, RS)
31/08/2011 - 2 x 4 Figueirense - Campeonato Brasileiro - Lamegão (Ipatinga, MG)
21/09/2011 - 1 x 2 Coritiba - Campeonato Brasileiro - Couto Pereira (Curitiba, PR)
25/09/2011 - 0 x 3 Vasco - Campeonato Brasileiro - Arena do Jacaré (Sete Lagoas, MG)
Obs: em asterisco as partidas como titular